E AQUI, EM NATAL? COMO VAI SER?
Por O Santo Ofício | 22 agosto, 2010
Por Franklin Jorge
A revista Diálogo, publicação virtual trilingue (português, espanhol e inglês) publica interessante matéria, assinada pela jornalista Nelza Oliveira, enfocando ações da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro com vistas à realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas, de 2016.
O primeiro passo, preparar a população para receber os visitantes, oferecendo cursos de inglês inclusive para motoristas e cobradores de ônibus. Não se discute, na matéria, licitações para construção de estádio, mas qualificação profissional, para que tenhamos bons serviços e satisfação garantida para turistas e atletas que nos visitarão nesses dois momentos áureos dos esportes.
Lendo a referida matéria, não pude deixar de pensar na nossa cidade do Natal, onde a Copa de 2014 parece atolada em suspeitosas maquinações do governo, mais preocupado em superfaturar obras – refiro-me à construção da famigerada Arena das Dunas – do que prestar bons serviços àqueles que nos visitarão para assistir aos jogos previstos.
Reproduzo abaixo a reportagem que acabei de ler, na esperança de que as nossas autoridades tomem conhecimento e pensem mais na cidade do que nos seus próprios interesses:
COPA DO MUNDO E OLIMPÍADAS LEVAM O RIO DE JANEIRO DE VOLTA À ESCOLA
Por Nelza Oliveira para Infosurhoy.com
O secretário de Turismo do Rio, Antonio Pedro Figueira de Mello, diz que a capital fluminense pode tornar-se a cidade mais hospitaleira do mundo. Enquanto se prepara para sediar Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil precisa voltar para a escola.
Além dos pesados investimentos em infraestrutura, reformas de estádios e segurança pública, o governo do Rio de Janeiro também decidiu oferecer cursos de idiomas e de turismo à força de trabalho local.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) justificam a iniciativa. Segundo o IBGE, em 2008 os brasileiros tinham, em média, sete anos de instrução formal e cerca de 10% da população era analfabeta.
E o índice combinado de alunos matriculados na educação fundamental, média e superior no Brasil era de 87,5% em 2008, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU. Já na Inglaterra, que sediará os Jogos Olímpicos de 2012 em Londres, esse mesmo índice é de 93%.
Num país onde a maioria não sabe falar a própria língua corretamente, o domínio de uma língua estrangeira é privilégio de muito poucos.
Mas uma iniciativa da Empresa de Turismo do Rio de Janeiro (Riotur) vai oferecer novas oportunidades de aprendizado para os profissionais do turismo e áreas relacionadas.
O programa Rio + Hospitaleiro ajudará os profissionais dos ramos da gastronomia (bares, restaurantes e quiosques), hotéis e turismo (receptionistas, agentes de viagens, guias e atendentes de balcões de informações), transportes (motoristas de táxi e ônibus) e segurança (guardas municipais e policiais do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas).
Além disso, 18.000 motoristas de ônibus e cobradores poderão estudar inglês ou espanhol. A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSPOR) vai começar a ofercer os cursos de idiomas em novembro.
A meta da FETRANSPOR é beneficiar todos os 40.000 trabalhadores do setor no Estado do Rio antes de 2014.
A Universidade Estácio de Sá foi a escolhida por licitação pública para ministrar os cursos do projeto Rio + Hospitaleiro, que serão oferecidos inicialmente de 16 de agosto a 30 de outubro a 4.000 profissionais que trabalham direta ou indiretamente com o turismo.
O programa recebeu a verba de R$ 1,5 milhão do Ministério do Turismo, e os cursos são inteiramente gratuitos.
O curso de 28 horas terá exercícios em grupo, treinamentos com recursos audiovisuais e excursões a pontos turísticos no Rio. Relações interpessoais e intergrupais, comunicação, ética, comportamento profissional, história da cidade e proteção ambiental também estão no currículo.
“Para alguns alunos, será a primeira oportunidade de estudar numa instituição de ensino superior”, explica Divina Marcia Santos, coordenadora dos Cursos de Extensão da Estácio de Sá.
“É comum serem abordados em inglês ou espanhol, mas são extremamente tímidos para responder”, diz Ana Rosa Bonilauri, diretora da Universidade Corporativa da FETRANSPOR. “A nossa meta é que aprendam pelo menos um pouco de inglês e espanhol para que possam ter conversas simples enquanto guiam e mostram aos turistas os principais pontos turísticos e locais onde vão acontecer os jogos.”
Os alunos usarão DVDs educativos para estudar em casa, mas também serão auxiliados por supervisores e instrutores de inglês e espanhol quando necessário.
A duração do curso vai depender do aluno, mas a FETRANSPOR estima dois meses, em média, para cada módulo. Ao fim do programa, os alunos farão uma prova para receber o certificado.
Para ser motorista ou cobrador de ônibus no Rio, as empresas de transporte exigem 9 anos de escolaridade, mas muitas empregam trabalhadores que passaram ainda menos tempo na escola.
“Muitos estrangeiros pegam esta linha (Copacabana)”, diz a cobradora de ônibus Debora Mendonça de Oliveira. “Hoje mesmo peguei um passageiro que não entendia nada do que eu dizia, e eu também não o entendia. Vou aproveitar a oportunidade de aprender outra língua, não só para os dois grandes eventos do Rio, mas para tentar melhorar de vida.”
As autoridades estimam que, até 2016, haja um aumento na demanda por trabalhadores qualificados. A Copa do Mundo de 2014 deve gerar 170,000 empregos – 100.000 deles apenas no setor do turismo, segundo o Ministério dos Esportes.
A previsão é de que a cidade do Rio receba 79.000 turistas estrangeiros para assistir ao maior evento do futebol, segundo a Riotur. Para as Olimpíadas de 2016, a Riotur estima 196.000 visitantes vindos dos mais diversos países.
“É importantíssimo começar agora a treinar os profissionais que trabalharão diretamente com os turistas”, diz Antonio Pedro Figueira de Mello, secretário municipal de Turismo do Rio. “Acreditamos que vamos criar uma cultura de bons serviços, construindo uma imagem positiva de que o povo carioca é o mais hospitaleiro do mundo.”
E agora, com a palavra o secretário da Copa, jornalista Fernando Fernandes: como vai ser em Natal?




1 Comentário
Fatima on 22 de agosto de 2010 at 14:00.
Ora, v. espera alguma coisa diferente aqui em Natal? Lembre que a cidade está nas mãos de uma depreparada e sua equipe de incompetentes.