A (O) MAIS IMPOPULAR
Por O Santo Ofício | 11 agosto, 2010
Por Franklin Jorge
Perdi a conta dos leitores que ligaram ou escreveram cobrando-me um comentário sobre a pesquisa que deixou a credibilidade da prefeita Micarla de Souza no chão.
Em 80 anos anos, incluindo-se aí a época dos intendentes, como tão espirituosamente lembrou-nos o jornalista Woden Madruga ao reportar-se ao mesmo assunto, jamais um prefeito – no caso, a prefeita do Natal – teve pontuação mais baixa numa pesquisa de opinião.
Quase 75% dos natalenses acham sua administração “ruim ou péssima”: um recorde, creio que até para o ex-prefeito Aldo Tinoco, que chegou a ser considerado em seu tempo o pior prefeito que tivemos. Mesmo assim, não chegou a ter nenhuma comunidade no Orkut (Ah no seu tempo não havia Orkut) e assim Aldo Tinoco não pode ser ewntão considerado o pior prefeito de Natal, enquanto Micarla o foi “da terra”, o que engloba o mundo inteiro…
Os dois, Micarla e Aldo, se parecem num ponto: escolheram o secretariado pelo critério da incompetência, com uma diferença substancial: Aldo foi buscar lá fora o que não prestava para compor o lado negativo do seu secretariado; Micarla, mais comodista, ficou por aqui mesmo e deu de capote em Aldo, que teria sido um bom prefeito de Natal se tivesse batido o pé e botado para correr sua ex-antecessora e avalista eleitoral, Wilma de Faria.
Embora sem mandato, nos quatro anos em que ficou sem mandato, mandou na prefeitura e deixou Aldo de calças curtas. Continuou mandando na prefeitura de suas indicações que não foram poucas e se empenharam em desmoralizar o prefeito, eleito só para “guardar” o lugar que foi em seguida ocupado por Wilma, dando inicio assim ao segundo de seus três mandatos de prefeita.
O ex-prefeito Carlos Eduardo também foi uma de suas vitimas, mas saltou fora e deixou isto claro ao impor a petista como candidata na sua sucessão, contrariando Wilma que quis se vingar e não pôde, o momento não lhe era favorável nem propício.
Mas antes, Wilma desmoralizou Aldo, o que não pode fazer com Carlos Eduardo, que já no fim livrou-se dos ultimos bastiões wilmistas que prejudicaram seu governo: no fim, o secretariado cruzou os braços e Aldo terminou o mandato de prefeito sob os apupos do povo indignado.
Uma das estratégias wilmistas para malquistá-lo com os natalenses foi a paralização da coleta do lixo. O bairro da Cidade Alta, onde está a prefeitura e toda a cidade desfila por suas ruas, por ser o bairro central e o corredor bancário, transformou-se numa grande lixeira a céu aberto. E Aldo fez-se universalmente desleixado, incompetente, despreparado, mau gestor…
Aldo, rapaz educado e bem intencionado, ferrou-se politicamente, ao manter-se grato a sua suposta benfeitora que, na verdade, nunca beneficiou a não ser seus próprios interesses. Além do mais, Aldo ainda foi na onda do PT e o instalou em seu governo, tudo gente de fora e sem história conhecida, como um tal Paganini, de triste memória, que ele foi buscar lá fora para infelicitar Natal.
Micarla não quer ter nenhuma especie de trabalho, não quer aluir-se para coisa alguma nesse mundo, ou seja, em dois anos de mandato não fez nada e ainda não quis dar-se ao mínimo trabalho de alterar o azimute de sua administração desnorteada e emperrada.
Talvez, do fundo de sua alma, Micarla saiba que foi longe de mais e não estava preparada para exercer o cargo de prefeita de Natal. O que ela recebeu de mão beijada, porque o povo de Natal não quis votar na deputada Fátima Bezerra, deixou ao deus-dará, como se ao ser eleita não tivesse compromissos a não ser para fazer-se notar por sua inoperancia e desmazelo administrativo.
Portanto, ela vai assim empurrando os problemas com a barriga e atirando em todas as direções para ver se acerta em alguma coisa, como impor familiares aos eleitores, seus como candidatos, nessa eleição que tem um escrete dos piores de que já tivemos noticia nesses últimos pouco mais de 400 anos da cidade do Natal.
Perdoem-me os dez ou quinze leitores destas linhas, se uso de uma metáfora para descrever essa frivola companhia verde que se apresenta, hoje, no comando da capital do estado do Rio Grande do Norte.
A maioria de seu secretariado, do secretariado da prefeita Micarla de Souza, sequer saberia usar os talhares e ficaria realmente atrapalhado se tivesse que comer escargot num jantar à francesa, diria o chíquimo colunista social Jota Epifânio, se vivo fosse. Seria, convenhamos, vexatório. Que valha a metáfora e o eufemismo…
Mas o pior, no caso presente, é não ter competencia e não saber fazer o elementar da administração pública.
Essa pontuação é a voz do povo. De fato, a dar-se a voz do povo como veridica e digna de respeito, a prefeita Micarla de Souza está abaixo da critica: seu governo tem quase 75% de impopularidade. Uma Lula às avessas.




7 Comentários
Elson Vitorio on 11 de agosto de 2010 at 19:33.
E Paganini é um dos principais consultores do governo Iberê hoje.
Bené Ramos on 11 de agosto de 2010 at 19:40.
Bem ajustado, esse “uma Lula às vessas”. Exato, Franklin!
Diogo Kemper de Melo on 11 de agosto de 2010 at 19:58.
Ela podia ser incompetente, mas devia fazer alguma coisa…
Limpar as ruas não ia torrar os neurônios dela não, ia?
Ruy Matos on 12 de agosto de 2010 at 7:36.
Paganini, cuja saída de Natsal foi comemorada por milhares de natalenses, está de volta, ajudando o Iberetion????????
Era só o que faltava.
Esse homem (Paganini) zombou de Natal e dos natalenses e agora está mamando aqui de novo???
Carmella Dias on 12 de agosto de 2010 at 9:07.
Natal é pródiga com forasteiros, todo mundo de fora se dá bem por aqui, é impressionante. Imagine se Rosalba ganhar, como vai ficar o estado e a prefeitura?
Santana on 12 de agosto de 2010 at 12:01.
Parece que Micarla não está nem aí para a sua impopularidade.
Ela não ergue uma mão para alterar a marcha do fracasso de um governo que em materia de despreparo e incompetencia tem toda a unanimidade dos natalenses.
Nunca se viu igual em Natal, uma prefeitura que não acerta uma!
E pior, caloteira!
Micarla tem sido uma calamidade.
E ainda quer dar vida boa a irmã e ao marido, elegendo-os parlamentares…
Vá querendo! Vá querendo!
Neil Straus on 17 de agosto de 2010 at 17:49.
A borboleta bate asas para fugir de suas promessas de campanha e da realidade caótica que ela mesmo criou.