LA POBREZINHA

Por O Santo Ofício | 10 agosto, 2010

Por Franklin Jorge

Ontem, ao voltar para casa depois de pegar Perdita no veterinário, não pude deixar de prestar atenção às palavras do motorista que se mostrava muito habilidoso driblando os buracos que teimavam em nos afrontar a cada cem metros.

Um verdadeiro ás no volante, notei que “enganou” um condomínio de três ou quatro buracos que como num passe de mágica irromperam em meio ao asfalto.

Confesso que somente me liguei de fato em sua conversa quando percebi que ele elogiava Micarla! Sim, a prefeita de Natal, Micarla de Souza, a ambientalista juramentada que ainda na barriga da mãe dava vivas ao verde! Gente fina, que não sabe dizer não a esses sanguessugas e carcarás, resumiu o heróico taxista.

Fiquei bege, a princípio, mas depois, prestando melhor atenção aos seus argumentos… Não é que o homem tinha razão? “Micarla precisa pensar com a própria cabeça” – e, nesse ponto, concordei prontamente. – É deixar de lado esses carcarás e sanguessugas, denunciados pelo arguto motorista.

Micarla – dizia-me ele – não é tão ruim assim quanto se diz nos quatro cantos de Natal. Ela é boa demais – entendi – e está se deixando levar pela conversa dos políticos da sua base de apoio… Boa, Micarla? – provoquei-o. – E então!? Podia ser diferente, meu senhor, sendo ela filha de Carlos Alberto, que enquanto viveu foi uma espécie de Dilma Rousseff, um autêntico e verdadeiro pai dos pobres? – Tem razão… Micarla teve a quem puxar.

Ora, pelo que entendi, Micarla é ótima, mas está se deixando influenciar por quem não devia, como é o caso do deputado João Maia, que estaria contribuindo para bagunçar o coreto administrativo da nau verdolenga, impondo a Micarla colaboradores e assessores de fazer pena, tudo isto é fruto da análise do taxista.

Como o ex-vereador caraubense Renato Fernandes, que graças ao seu poderoso padrinho abiscoitou uma rica secretaria, justamente a da Mobilidade Urbana. Logo ele que, segundo o motorista que o conhece de vista, parece aos olhos de todos mais pesado do que um paquiderme. Mas, acrescento, tem a língua leve e a habilidade de dar nó em pingo dágua.

A pobrezinha – reiterou – precisa se livrar dessa influência nefasta. João Maia tá acabando com Micarla, coitada, que ainda não entendeu que não pode ser submissa a tubarões. Ela mesmo é muito boa! Tão boa que abriu as portas para esse secretariado que é de fazer dó. Cada um mais despreparado do que o outro, cada um mais famélico do que o outro, cada um com mais pinta de tabaréu do que o outro…


1 Comentário

marina eufrásio on 10 de agosto de 2010 at 16:02.

delicia!

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