WIKILEAKS SERVE ‘JORNALISMO COM CAUSA’
Por O Santo Ofício | 2 agosto, 2010

Assange: sacudindo governos e corporações com ativismo hacker
Por José Aparecido Miguel,
do blog Outras Páginas/JB
Época (2/8/2010, data de capa) tem manchete sobre comportamento, com a importância da criatividade no trabalho. E destaca também o site Wikileaks, que vazou recentemente segredos militares dos Estados Unidos – “ao divulgar 90 mil documentos secretos, sacode a Guerra do Afeganistão e o próprio conceito de mídia”.
Tem fatos assim: quatro soldados canadenses foram mortos em emboscada pelos guerrilheiros do Taleban, grupo extremista islâmico que combate militarmente a presença de tropas ocidentais no país, lideradas pelos americanos. Foi diferente: eles teriam sido atingidos por uma bomba jogada de um jato dos Estados Unidos, o assim chamado “fogo amigo”.
Segundo a revista, o pouco que se digeriu sobre o vazamento é suficiente para desfazer qualquer ilusão benevolente sobre a Guerra do Afeganistão que, em seus nove anos, não trouxe mais do que destruição a um país que já era, antes dela, suficientemente miserável (lá a expectativa de vida estaciona em 46 anos).
O Wikileaks é uma espécie de janela aberta a quem quer vazar informações que dificilmente seriam veiculadas pela mídia tradicional, explica trecho da reportagem de Época. O site vive de doações e sua curta existência tem sido marcada por furos (informações exclusivas) sensacionais e dificuldades em pagar as contas. Seu criador é Julian Assange, 39 anos, um hacker por formação, que movimenta-se pelo mundo com um laptop, evitando os Estados Unidos, onde suspeita que seria preso na primeira oportunidade.
A revista considera que o site antecipa o futuro do jornalismo investigativo, em que é presumível que ataques de “hackers do bem” a computadores cheios de segredos obscuros tenham grande importância. Contém sementes de um “jornalismo com causa”. “Contrasta com o que se vê hoje, um panorama em que o interesse editorial é uma das medidas, mas não a única: razões de negócios – anunciantes, credores, relações com o governo – também pesam”.
Os servidores de internet do Wikileaks estão em paraísos da proteção às fontes jornalísticas, como Suécia e Islândia. A reportagem de Época, feita por Paulo Nogueira, de Londres, tem quatro páginas de texto e imagens.




1 Comentário
Dhyego Veni on 4 de agosto de 2010 at 20:54.
Aqui, querem censurar!
Viva dos EUA!!!