MARINA, A ‘LULA’ DE SAIAS
Por O Santo Ofício | 28 julho, 2010
Por Duarte Guimarães,
do Jornal Metropolitano
Assim como no futebol, dizem que a política não tem lógica. Se a lógica do jogo é o próprio jogo, a da política é a eleição. Não é incomum ouvirmos: ganha-se a eleição é no dia.
De fato. Mas na política há elementos que, mesmo aparentemente imponderáveis, como “o fato novo”, os “factóides”, a mudança das circunstâncias, um retrocesso por qualquer motivo no humor dos eleitores, sempre imprevisíveis, há, contudo, outros passíveis de mensuração, como no próprio futebol.
As regras de uma partida e a definição tempo-espacial de um jogo, como os 90 minutos com 15 de intervalo e a definição métrica do que ficam dentro das quatro linhas, são, por exemplo, coisas estáveis e palpáveis. O que concorre até o resultado é o que “atrapalha”.
Da mesma forma na política. Há regras claras, tempo estabelecido para tudo e os lugares onde estão os votos e nos quais se estabelecem técnicas, táticas, estratégias dentro de certas demandas para buscá-los.
Na presente eleição presidencial, por exemplo, temos várias coisas que poderiam ser colocadas dentro de uma lógica incontestável. Mas o danado são as mudanças de circunstâncias a partir dos interesses e “arrumadinhos” dos próprios envolvidos que invertem aquilo que nos parecia óbvio.
Nesse aspecto, cito apenas uma dessas coisas aparentemente irrefutáveis, mas que foi traída pela busca ensandecida pelo poder, por parte dos políticos, ou pela admiração irrefreada por parte de alguns eleitores cativos, idólatras.
Trata-se daquilo que seria a lógica do Partido dos Trabalhadores, de seus membros e seguidores. Se fôssemos nos basear pelo seu passado, pelos seus preceitos, até mesmo pela trajetória de vida e de militância de seu integrante mais ilustre, o atual presidente da República, a candidata mais perfeita e adequada à sucessão presidencial de Lula seria… Marina Silva.
Por sua origem e trajetória de vida, por todas as suas experiências e posicionamentos políticos, por inclusive já ter sido integrante do PT, a senadora que defende a vida (meio ambiente), a ética e peita os poderosos, como fazia o Partido dos Trabalhadores no passado, seria logicamente a candidata ideal, mais perfeita, inevitável e apropriada à sucessão presidencial pelo PT.
Mas, como já dissemos, assim como no futebol, a política às vezes subverte a lógica. E a lógica do PT, hoje, depois de várias experiências no poder, não é mais a mesma.




2 Comentários
Elves Alves on 28 de julho de 2010 at 15:51.
Pena que só tenha uma mulher (no sentido lídimo) concorrendo às eleições presidenciais este ano… Fazer o quê?
Diogo on 28 de julho de 2010 at 18:09.
Dilma é um “frankestein”, nada mais.