O GÊNIO DA MIUDEZA

Por O Santo Ofício | 4 julho, 2010

Por Franklin Jorge

Estou lendo na coluna do jornalista Woden Madruga deste domingo que o Moacy Cirne está botando o ponto final no seu livro sobre o dicionário de folclore produzido por Luis da Câmara Cascudo, através do qual pretende abrir uma frente de batalha contra a familia do escritor e a Editora Global, que detém os direitos de publicação da obra cascudiana não circunscrita aos temas provincianos, como “O Livro das Velhas Figuras”, por exemplo.

Duas coisas me chamaram a atenção. A primeira delas, um fato histórico: Moacy foi um dos tais que, há uns 30 ou 40 anos passados, participou de ato em que a obra de Cascudo, considerada o lamentável produto de uma “cultura oficial” foi queimada em praça pública.

O segundo ponto diz respeito ao fato de que Moacy não se emenda nem considera limites. Está assumindo responsabilidade muito superior à sua incipiente capacidade intelectual, comprando briga sem dispor da necessária artilharia cultural para escudá-lo.

Confiando-se em apresentações de duas sumidades provincianas, Moacy se dispõe a polemizar em livro o que daria, no máximo, um artigo de jornal com direito a réplica e, para encerrar, tréplica! Certamente quer mostrar assim que ainda está vivo.

Depois de botar em seu balaio vermelho a incumbência de organizar e editar o livro do ex-prefeito Carlos Eduardo Nunes Alves sobre o Parque da Cidade – tarefa da qual se desincumbiu de maneira primaríssima, como qualquer outra pessoa que ignorasse os mais elementares princípios de editoração -, quer agora Moacy chamar a atenção geral para a sua incompetência, lançando o seu novo livro durante a realização do congresso da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência, a realizar-se ainda este mês no Campus da UFRN.

O livro de Carlos Eduardo, organizado e editado por Moacy Cirne, prova sobejamente o seu despreparo para a tarefa a que se propôs e o tamanho de sua falta de humildade, ao aceitar desafio para o qual não estava nem está qualificado.

No caso do livro sobre o Parque da Cidade, estragou de uma só lapada a idéia e o livro. O ex-prefeito foi mal assessorado, ao escolher o autor de “Cinema Pax” como editor de sua obra… Ou será que Carlos Eduardo nunca foi apresentado ao “Balaio Vermelho” de Moacy?

Ô caicoense porreta, esse, que não se intimida diante de desafio dessa natureza: lidar com as palavras, sem preparo para fazê-lo…


13 Comentários

Talvani on 4 de julho de 2010 at 15:48.

V. tem razão: Moacy estragou o livro de Carlos Eduardo.

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Talvani on 4 de julho de 2010 at 16:50.

Franklin, sucesso! Estou vendo que falta muito pouco para v. ultrapassar os 200 MIL acessos!!!

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CELIA LEMOS on 4 de julho de 2010 at 16:59.

FALTAM 9.000, 900 E 99 MIL ACESSO PARA ESTE MARAVILHOSO BLOG COMEMORAR OS 200 MIL ACESSOS!!! UM GRANDE FEITO JORNALISTICO E CULTURAL QUE PROVA O PRESTIGIO QUE GOZA FRANKLIN JORGE NA BLOGOSFERA. E COM UM DETALHE: ESTA PÁGINA É DE ALTA INTERATIVIDADE, PROVA DA PARTICIPAÇÃO DOS LEITORES.

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Rafael Luiz on 4 de julho de 2010 at 22:48.

Vá se aquietar, Moacy!

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Talvani on 5 de julho de 2010 at 17:58.

Só em Natal mesmo para um subliterato como Moacy ganhar status de escritor e até de ghost whriter do ex-prefeito Carlos Eduardo. Moacy, como o seu agenciador Dácio Galvão, não escreve nada! É um despreparado que vive nos sebos mais sórdidos da cidade juntamente com outros desocupados que compõem (como diria Franklin J) o “Parnaso provinciano”.
É uma “luz cega”, como o publicitário Nei Leandro que viveu 50 anos no Rio e nunca teve nenhuma projeção na cultura carioca.

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José Luiz on 5 de julho de 2010 at 18:44.

Moacy Cirne juntamente com o alcoólatra do sebista Abmael Silva, um ágrafo usurpador de direitos autorais, que se julga editor de livros, busca através desse livro não somente comprar uma “briga”, mas na realidade busca a fatídica glória literária.

Moacy é um incompetente mesmo; um Medíocre, um Pateta. Aliás, são los três patetas: Nei Leandro, Moacy e Abmael Silva.

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Diva Torquato on 5 de julho de 2010 at 20:38.

São esses os nossos “intelectuais”? Os nossos “homens” de letras? Barbaridade! Não dá para levar a serio a cultura local.
Quiem eles pensam que enganam, gente??

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Laélio Ferreira on 6 de julho de 2010 at 0:07.

Moacy Cirne é uma anta, Franklin!
Não chegou a queimar os livros de Cascudo – e também os de Othoniel Menezes, meu pai – porque o Chefe de Polícia, à época, filho do poeta e advogado Francisco Ivo Cavalcanti, ameaçou cadeia para ele e sua patota, além de uns cascudos. Baixou a crista, o galinho carijó (do Seridó).
Há pouco tempo atrás, teve a petulância de fazer críticas aos versos de Othoniel. Mereceu, da minha parte, uma meia dúzia de glosas fesceninas e um artigo (“A Invenção de Chico Doido”), publicado em vários jornais e blogs do Estado. Nunca me respondeu, ninguém lhe deu atenção. A única exceção foi Tácito Costa, antes de botar na praça o “Substantivo Plural”. Como “poeta”, Moacy é um fracasso, um mucufa: não rima, não metrifica, nada diz. Aliás, o cara só entende mesmo de gibi – e olhe lá!
Laélio Ferreira de Melo

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Laélio Ferreira on 6 de julho de 2010 at 6:39.

Laélio Ferreira disse: Seu comentário está aguardando moderação.
6 de julho de 2010 às 0:07

Moacy Cirne é uma anta, Franklin!
Não chegou a queimar os livros de Cascudo – e também os de Othoniel Menezes, meu pai – porque o Chefe de Polícia, à época, filho do poeta e advogado Francisco Ivo Cavalcanti, ameaçou cadeia para ele e sua patota, além de uns cascudos. Baixou a crista, o galinho carijó (do Seridó).
Há pouco tempo atrás, teve a petulância de fazer críticas aos versos de Othoniel. Mereceu, da minha parte, uma meia dúzia de glosas fesceninas e um artigo (”A Invenção de Chico Doido”), publicado em vários jornais e blogs do Estado. Nunca me respondeu, ninguém lhe deu atenção. A única exceção foi Tácito Costa, antes de botar na praça o “Substantivo Plural”. Como “poeta”, Moacy é um fracasso, um mucufa: não rima, não metrifica, nada diz. Aliás, o cara só entende mesmo de gibi – e olhe lá!
Laélio Ferreira de Melo

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Eliete Gomes on 6 de julho de 2010 at 14:40.

Moacy pertence a mesmissima curriola do publicitário de sexo-híbrido chamado Nei Leandro de Castro, o malandro que abocanhou uma aposentadoria do estado que está em segundo lugar em má qualidade de ensino em todo o país. Não tem cultura nem talento, são dois velhos ensebados de Caicó.
Esse artigo, Franklin, merece todos os louvores.
Você diz o que todos pensam mas tem medo de dizer.

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Karina Lobato on 6 de julho de 2010 at 17:34.

“Galinho carijó” o quê, Sêo Laélio!!!
Capão – ou galo velho. É o que se deduz das fotos dele que andam por aí…

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Paulo Pinto on 20 de janeiro de 2012 at 14:47.

“Publicitário de sexo híbrido”: genial! Genial! Genial!
Morri de rir com esse achado da Eliete.

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Moaça on 20 de janeiro de 2012 at 22:34.

Moaça “estragou” o livro de Carlos Eduardo Alves sobre o Parque da Cidade.
É um editor confuso. “Uma anta” (palavras de L. Ferreira que eu endosso). “Chico Doido” em carne e osso.

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