O SERTANEJO FRANKLIN JORGE
Por O Santo Ofício | 27 junho, 2010
Entrevista a Carla Souza,
da revista Saga
Escritor eclético e enigmático, nascido no Ceará-Mirim e criado numa propriedade rural no Vale do Assu, Franklin Jorge, 57 anos, é editor de Cultura e Opinião do Novo Jornal e assina um blogue de sucesso, “O Santo Oficio”, com quase 200 mil acessos [WWW.franklinjorge.com]. Dentre os livros que publicou, destacam-se “Fantasmas cotidianos”, “O Spleen de Natal” e “Ficções Fricções Africções”, com o qual obteve em 1999 o Prêmio Luis da Câmara Cascudo, atribuído pela Prefeitura do Natal. Quando menino, uma cigana leu a sua mão e vaticinou-lhe um destino de “muitas letras”. Tem, inéditos, 44 livros, entre os quais, “O Escrivão de Chatham”, “Gente de Ouro”, “Cinco Minutos” e “Leituras Potiguares”. Avesso a badalações, vive recluso e dedicado à preservação e direitos dos animais e dos felinos em particular, contribuindo, neste sentido, com várias organizações não-governamentais.
Carla Souza – Quais os autores e obras mais significativas sobre o sertão potiguar que você destaca e porque?
Franklin Jorge – Não temos no Rio Grande do Norte uma literatura voltada para este tema. Contudo, Cascudo o abordou incidentalmente com as ferramentas da erudição, porém de maneira assistemática. Seu estudo mais significativo, neste sentido, terá sido um pequeno volume no qual consignou as anotações que resultaram de observações feitas no curso de 11 dias por 16 municípios. Refiro-me a “Viajando o Sertão”.
É claro que o sertão está disperso em sua obra, porém o que quero dizer aqui é que ele não realizou, a rigor, estudos específicos sobre o sertão e o sertanejo. É verdade que foi o primeiro a inventariar e historiar esse fenômeno – que eu não diria literário – conhecido como literatura de cordel. “Flor de Romances Trágicos” prova-o sobejamente.
Em termos estritamente literários, Afonso Bezerra foi um autor que captou o sertão e o resumiu em um conto antológico – Mordido de cobra. O polígrafo Manoel Rodrigues de Melo – que com coragem e denodo ergueu o curioso prédio da nossa Academia de Letras – é autor do que de mais importante se escreveu, até este momento, sobre o Vale do Assu, talvez inspirado pelo sociólogo Gilberto Freyre. “A Várzea do Açu”, “Cavalo de Pau”, “Patriarcas e Carreiros”, como o que produziu Cascudo nessa temática, resultam mais de um olhar etnográfico e sociológico; a rigor, não são obras literárias, embora fundamentais e, mesmo, canônicas, diria.
Quero lembrar-me aqui de dois autores seridoenses, Artéfio Bezerra da Cunha, que escreveu “Memórias de um Sertanejo” e Pery Lamartine, autor de dois pequenos volumes que tenho em alta conta.
Fale sobre o sertão de Oswaldo Lamartine e suas características?
FJ - Trata-se de um sertão relacionado com a memória do autor. No que pese o fato de ser Oswaldo Lamartine um estilista, produziu ele uma pequena obra que tem sido super dimensionada.
Talvez, despertado pela poesia de João Cabral de Melo Neto ou mesmo pelo que escreveu o seu pai, o ex-governador e jornalista Juvenal Lamartine, escreveu algumas páginas significativas sobre acessórios e utensílios que estão historicamente incorporados à vida do sertanejo e a uma cultura rural, como as facas e arreios.
Seu pai, no entanto, me parece mais importante nesse sentido, porém carecido do estilo do filho, de quem se pode dizer que, a despeito do fato de ser um estilista, repito-o, não produziu a obra literária esperada, especialmente por todos aqueles que sabem que escrever e publicar livros não faz de ninguém escritor.
Fale-me da participação do sertanejo na literatura brasileira. Qual o significado e importância da literatura sertanista?
FJ – José de Alencar, Franklin Távora, Euclides da Cunha, Amando Fontes, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, José Américo de Almeida, Ascendino Leite, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna…, muitos deram a sua contribuição e fizeram do sertão e do sertanejo elementos marcantes da literatura brasileira, geograficamente oriunda do Nordeste do Brasil.
Aqui mesmo, neste momento, creio que Bartolomeu de Melo tem neste sentido uma obra significativa que recupera o sotaque e sintaxe do povo sertanejo com algum elemento, no entanto, caricatural e pitoresco.
O tema é complexo e não caberia numa curta entrevista, pois, para começar, precisaríamos desvendar e conceituar o sertão, do ponto de vista da geografia, onde a natureza aparentemente se empobrece, torna-se erma e se deprime – como diria um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos -, especialmente na quadra do estio.
A rigor, o tema comporta vários aspectos: o geográfico, o antropológico, o histórico (este, talvez, o aspecto menos conhecido de todos), o etnográfico, o sociológico etc, já que o sertão, como bem o disse João Guimarães Rosa, está em toda parte.
Fixando-nos, porém, no literário, eu diria que ninguém melhor do que o próprio Guimarães Rosa percebeu e transcriou em sua obra o que é o sertão, um fenômeno que transcende o elemento físico, o elemento geográfico – embora seja a geografia parte desse contexto -, ao perceber que o sertão está em toda parte.
Nada mais literário do que o sertão, nesse sentido, pois para além de toda a fisicalidade é, em grande parte, um produto do imaginário. Desse imaginário que se beneficia em grande parte do empirismo e da transmissão ociosa do conhecimento humano.
Quem é o sertanejo?
FJ – Muitos tentaram defini-lo, sendo que Euclides da Cunha cunhou aquela célebre frase que se tornou proverbial, “o sertanejo é antes de tudo um forte”. Euclides, como notável escritor que é, de alguma forma heroicizou o sertanejo.
Além disso, sua descrição do sertanejo é muito precisa e atenta para peculiaridades que somente alguém que teve a experiência de viver no sertão poderá ressalvar. Relendo-o, neste momento, confesso-me surpreso e impressionado com as observações euclidianas.
O sertanejo, como o conhecemos, é o resultado de uma cultura que tem o seu fundamento no trabalho rude e no esforço físico. Mas, também, na geografia que remete-nos ao desconhecido, ao ignoto, ao remoto e ao deserto. O sertanejo não é uma etnia, não é uma raça, mas um produto do meio, tendo assim, como contraponto, no caso do nosso País, o gaúcho, do qual difere fundamentalmente.
No dia 03/05 comemoramos o dia do sertanejo. Qual o significado dessa data para a cultura nacional?
FJ – É apenas uma convenção, nada mais. Como o dia das Mães, do Pai, do Orgulho Gay, do Professor, do Jornalista, da Mulher etc… Mais um artificialismo criado por algum político oportunista e interesseiro querendo fazer média. Não me diz nada.
Você acha que o capitalismo e os avanços industriais e tecnológicos estão pondo fim a figura do sertanejo? A literatura é uma forma de eternizar esse personagem? Fale-me sobre isso.
FJ - O sertanejo, como produto de uma cultura especifica, está desaparecendo ou sendo apropriado e devorado por uma pseudo cultura rural mais palatável ao leitor apressado e hostil às complexidades do conhecimento.
Mas não é o sertanejo que está desaparecendo, é a terra – e consequentemente a cultura sertaneja – que está morrendo ou se transformando, porque na vida tudo evolui ou involui de acordo com a circunstancia, como sabemos.
Criado numa propriedade rural que se estendia da várzea ubérrima aos taboleiros inóspitos do Vale do Assu, no meu tempo de menino a terra era cortada e preparada para o plantio com o concurso da tração animal, usando para isto a charrua, já usada pelos povos da antiguidade.
Já adolescente, o uso dos tratores já estava se tornando comum e universal. Hoje a charrua e a capinadeira estão aposentadas ou praticamente sem uso. Ora, a tradição é um processo que evolui.
Assim, no curso de 50 e poucos anos de existência, conheci e vi desaparecer o que podíamos chamar de sertanejo autentico, ou seja, o homem arraigado à terra, ou seja, o homem telúrico produtor e herdeiro de uma cultura característica que remontava a um tempo em que a agricultura era um oficio considerado sagrado e, segundo Varrão, dela resultava o único lucro que era desprovido de pecado, pois não enganava nem custava a honra de ninguém.
A agricultura está em grande parte mecanizada. A sofisticação tecnológica chegou ao campo. Por isso, creio que esse sertanejo que conheci em menino só subsiste hoje através da literatura. Aliás, como disse Schoppenhauer, a palavra e não o bronze é que faz o monumento mais duradouro.




11 Comentários
Anderson Marques on 27 de junho de 2010 at 21:59.
Grande entrevista essa que acabo de ler e que faz de Franklin Jorge, sem sombra de dúvida, nosso intelectual mais importante atualmente. Hoje mesmo li um artigo dele no Novo Jornal sobre Gilberto Freyre e ao mesmo tempo em que gostei muito aprendi com essa leitura que mostra o estilista pernabucano visto como homem de jornal, tal qual Franklin Jorge, seu inteligente e culto apologista.
No Rio Grande do Norte ele é um marco solitário. André Seffrin tem razão quando coloca Franklin entre os grandes escritores brasileiros da atualidade.
Anderson Marques – Lagoa Nova
Briolanja on 27 de junho de 2010 at 22:40.
Foi a melhor entrevista feita por Carla Souza. Não vi esse numero da revista Saga, mas geralmente é muito ruim, os entrevistados são literatos no pior sentido do termo. Esta foi mesmo o que foi feito de melhor. Parabéns pelo acerto da escolha: Franklin deu um banho de cultura e inteligencia!
Radacy on 27 de junho de 2010 at 23:34.
Parabens Carla. Uma ótima entrevista com quem entende do que está falando.
Walfrido Gama on 27 de junho de 2010 at 23:37.
Fico imaginando a inveja de Ney! Coitado do velhote q nao tem esse gabarito cultural.
Diel Asfora on 28 de junho de 2010 at 7:12.
Carla, foi a melhor coisa que voc?e fez.
Marcus Silva on 28 de junho de 2010 at 14:47.
Uma verdadeira aula de cultura
Rafael Luiz on 28 de junho de 2010 at 19:42.
Carla, agora sim, v. fez uma grande entrevista de verdade ouviondo algueem que sabe o quew diz e não esses subliteratos que fazem de Saga uma publicação insignificante.
Amaro Rosendo da Silva on 29 de junho de 2010 at 11:34.
Passei batido desta vez. Não consegui a revista Saga, que pego sempre na Siciliano. Acho que esgotou com essa excelente entrevista, a melhor de todas as que já foram feitas para Saga, que é muito fraquinha e raramente traz alguma coisa que se aproveite, mesmo sendo bem impressa.
Parabéns, Carla! Desta vez você acertou na mosca.
Alfredo Ozi Galvão - Capão Bonito (SP) on 1 de julho de 2010 at 10:06.
Contato via website Franklinjorge.comQuinta-feira, 1 de Julho de 2010 9:48De: “alfredoozigalvao0709@gmail.com” Adicionar remetente à lista de contatosPara: franklin@franklinjorge.com, grospim@grospim.com
Nome: alfredo ozi galvao
E-mail: alfredoozigalvao0709@gmail.com
Telefone: 1597243473
Mensagem: CAPÃO BONITO 26 DE JUNHO DE 2010-06-26
OLÁ COMO VÃO VOCÊS?
ESPERO QUE ESTEJA TUDO EM PAZ
SOU LEITOR ASSÍDUO DE LIVROS, QUAISQUER QUE SEJAM DESDE QUE TENHAM QUALIDADE E ALGO A NOS DIZER.
MORO NUMA CIDADE DO INTERIOR DE SÃO PAULO CHAMADA CAPÃO BONITO, FICA PERTO DE SOROCABA.
TENHO UMA PEQUENA COLEÇÃO DE LIVROS A MAIORIA DE SEBOS E ADQUIRIDOS PELA MINHA MÃE, OS QUAIS EU PRESERVO ATÉ HOJE. INFELIZMENTE ELA JÁ É FALECIDA.
VENHO POR INTERMÉDIO DESTE EMAIL LHES FAZER UM PEDIDO.
GOSTARIA DE RECEBER UM EXEMPLAR DESSA CONCEITUADA EDITORA. O MOTIVO PELO QUAL FAÇO ISSO, LHES VOU SER BEM SINCERO, É A IMPOSSIBILIDADE ATUAL A QUAL ME ENCONTRO DE ADQUIRIR NOVOS EXEMPLARES PARA MINHA LEITURA, VISTO QUE ESTOU PASSANDO POR NECESSIDADES FINANCEIRAS. INFELIZMENTE ESTOU DESEMPREGADO. MAS É SOMENTE UMA FASE ESTOU TENTANDO REINGRESSAR NO MERCADO DE TRABALHO NOVAMENTE. DEUS QUEIRA QUE SEJA SOMENTE POR UM CURTO PERÍODO. TORÇAM POR MIM.
O LIVRO, CASO VOCÊS TENHAM CONDIÇÕES DE ME PRESENTEAR, PODE SER SOBRE QUALQUER ASSUNTO, NÃO IMPORTA. VOCÊS EDITAM TEXTOS INTERESSANTÍSSIMOS SOBRE OS MAIS VARIADOS TEMAS E COM UMA QUALIDADE INDISCUTÍVEL. GOSTO DE QUALQUER TIPO DE LEITURA E PODE SER ATÉ DE EDIÇÕES PASSADAS OU USADOS MESMO. O QUE ME IMPORTA É O CONTEÚDO INTELECTUAL QUE ELE VAI ME AGREGAR.
FICO UM POUCO ENVERGONHADO DE ESTAR PEDINDO, MAS FOI A FORMA QUE ENCONTREI DE TENTAR, PELO MENOS, E QUEM SABE CONSEGUIR.
REPETINDO AQUELE JARGÃO ANTIGO DE QUE O “NÃO” EU JÁ TENHO, SÓ SABEREI OU SABERIA SE HAVERIA O SIM SE TENTASSE, E É ISSO QUE ESTOU FAZENDO. ESPERO QUE NÃO FIQUEM CHATEADOS, NEM SE ZANGUEM COMIGO, MAS SERIA MARAVILHOSO TER EM MINHA ESTANTE UM LIVRO DE VOCÊS. SERIA UM PRESENTE VALIOSÍSSIMO E INESQUECÍVEL.
ESPERO QUE TENHAM UM FINAL DE ANO COM MUITO SUCESSO E QUE SEUS AUTORES, OS QUAIS VOCÊS PUBLICAM, ATINJAM CADA VEZ MAIS VENDAS, E QUE A EDITORA CRESÇA CADA VEZ MAIS, TANTO ECONÔMICA, QUANTO SOCIALMENTE, TRAZENDO BENEFÍCIOS ÀS CLASSES MENOS FAVORECIDAS E AMPLIANDO O CONHECIMENTO DAS MAIS ABASTADAS. SEI QUE É COMPLICADO O MERCADO EDITORIAL NUM PAÍS COMO O BRASIL, CUJA LEITURA, PRINCIPALMENTE ENTRE OS JOVENS É CADA VEZ MAIS ESCASSA E CUJO PRAZER PELA LEITURA, O QUAL DEVERIA SER INCENTIVADO NAS ESCOLAS, NÃO SEI POR QUE CARGAS D’ÁGUA, É TÃO DESISTIMULADO, TALVEZ PELOS BAIXOS SALÁRIOS DOS PROFESSORES OU QUEM SABE PELO POUCO INCENTIVO DOS PAIS ATUALMENTE EM VEREM SEUS FILHOS ESTUDAR. ENFIM, ESPERO, ALIÁS, ESPERAMOS TODOS QUE OS JOVENS E SOBRETUDO, A QUEM LHES CABE ENSINAR, OU SEJA, SEUS PAIS E PROFESSORES, CRIEM NELES ESSE HÁBITO TÃO IMPORTANTE QUE É O SABER E QUE O PAÍS CRESÇA COLOCANDO VALORES ÉTICOS E MORAIS EM SEUS CIDADÃOS, COMO GENEROSIDADE, EDUCAÇÃO, RESPEITO AOS MAIS VELHOS E ÀS CRIANÇAS, ETC…, FAZENDO ASSIM QUE A POPULAÇÃO VOTE CONSCIENTEMENTE E COLOQUE NO PODER PESSOAS INTERESSADAS REALMENTE EM VER UM PAÍS MAIS JUSTO, TANTO NA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, QUANTO EM MATÉRIA DE SAÚDE, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO.
DE QUALQUER MANEIRA FOI BOM LHES ESCREVER ME FEZ BEM NESSE MOMENTO EM QUE ESTOU UM POUCO DEPRIMIDO. É MADRUGADA DE SÁBADO JÁ, HOJE DE MANHÃ, QUER DIZER, ONTEM DE MANHÃ, O BRASIL EMPATOU COM PORTUGAL PELA COPA, ISSO CAUSOU UMA CERTA FRUSTRAÇÃO AQUI ENTRE OS TORCEDORES E CREIO QUE EM TODO O PAÍS. PARECE QUE OS POVOS DE TODAS AS NAÇÕES DEPOSITAM EM SEUS JOGADORES TODA EXPECTATIVA DO MUNDO. É INTERESSANTE A COPA UNE TODOS NUM IDEAL SÓ. VENCER. SE SENTIR ESPECIAL E PROPORCIONAR ORGULHO A SUA GENTE. ESTOU NA FRENTE DO COMPUTADOR, E ME SINTO FELIZ, ACHO QUE ESTAVA SENTINDO FALTA DE FALAR COM ALGUÉM. SEI QUE QUEM VAI LER É ALGUÉM ESPECIAL E ATENCIOSO.
ACHO QUE JÁ TOMEI MUITO DO SEU TEMPO. AGUARDO ANSIOSO UMA RESPOSTA E DESEJO NOVAMENTE TODO SUCESSO DO MUNDO A VOCÊS, QUE VOCÊS CRESÇAM CADA DIA MAIS E LEVEM CULTURA A TODOS QUE NECESSITAM DELA. LER FAZ BEM AO ESPÍRITO, À ALMA EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA DA VIDA, SEJA BOA OU RUIM.
SUCESSO CADA VEZ MAIS, UM FORTE ABRAÇO. DEUS LHES PAGUE.
ALFREDO OZI
GOSTO DE RECEBER CARTAS PELO CORREIO, SE NÃO FOR PEDIR DEMAIS. SOU DO TEMPO ANTIGO AINDA. CASO OBTENHA RESPOSTA AQUI SEGUE MEU ENDEREÇO
ALFREDO OZI GALVÃO
RUA SILVA JARDIM – 615 – CENTRO – PENSÃO
CIDADE DE CAPÃO BONITO – ESTADO DE SÃO PAULO
CEP 18300020 – BRASIL
MAIS UMA VEZ AGRADEÇO A ATENÇÃO DISPENSADA. MUITO OBRIGADO.
Tião Mendonça on 3 de julho de 2010 at 17:24.
Cada vez melhor!
Ric Pontes on 3 de julho de 2010 at 23:08.
Grande entrevista!!!