ASSESSORIA DE IMPRENSA NÃO É OBA-OBA
Por O Santo Ofício | 23 junho, 2010
Por Dinarte Assunção,
do Novo Jornal
Nos dias em que antecederam a Semana do Meio Ambiente, a chefia de reportagem do Novo Jornal me encarregou de preparar uma matéria especial para saudar com as honras que merecia a data em questão (05 de junho).
Para tanto, percorri diversas entidades e consultei múltiplas personalidades ligadas ao assunto para montar o melhor material possível. Na Caern fui hostilizado. Não dei atenção a isso na matéria, mas o desabafo é oportuno e o faço agora.
Edwin Carvalho é um assessor muito prestativo. Tem seus motivos para, toda vez que me identifico como repórter do Novo Jornal, fazer uma série de recomendações.
Não o culpo. A linha editorial do veículo para o qual trabalho não foi traçada por mim. Cumpro a pauta nem sempre concordando com o que ela aborda, mas o faço por dever e obrigação. Porque para tanto fui escalado.
No sentido oposto deveria acontecer o mesmo. Um assessor de imprensa não deve se negar a fazer o seu trabalho. Na Caern não houve isso (Edwin sempre me passou o que pedi – mesmo quando demonstrava contragosto).
Sucedeu que não estando na Caern, Edwin me enviou SMS dizendo estar em aula. Fui até lá para falar com um diretor técnico, Isaías Costa Filho. Por telefone ele me falou que iria me receber. Não o fez quando cheguei à sede da companhia. Não sei se por birra ou porque estava realmente em reunião. Se negou a falar comigo e pronto.
Na assessoria de imprensa, uma mulher me atendeu contrariada e insinuando o tempo todo que minha visita à Caern era em vão, porque todos os dados estavam no site. Não estavam, como bem mostrei a ela. Todos os funcionários da assessoria de lá me olharam com profundo nojo, desde já canalizado para e estação de tratamento de esgoto mais próxima.
Faço esse desabafo, porque outro dia o próprio Edwin, em carta ao Novo Jornal ficou indignado com uma matéria que escrevi sobre as falhas no sistema de abastecimento de água em Natal.
Na condição de assessor, ele fez seu trabalho. Na condição de repórter eu fiz o meu.




7 Comentários
Maristela Martins - Teresina on 23 de junho de 2010 at 14:56.
São uns arrogantes. Não têm noção que são servidores públicos de devem ser cobrados, pois lhes pagamos o salário com os nossos impostos.
Solidarizo-me com os dois jornalistas que foram abusados por esses maus servidores.
CIRO - PONTA NEGRA on 23 de junho de 2010 at 17:18.
Jornalista já é arrogante, agora imaginem assessores de imprensa…
FRANKLIN JORGE, EDITOR DE 'O SANTO OFICIO' on 24 de junho de 2010 at 8:13.
Dinarte Assunção, jornalista do Novo Jornal, relata no texto acima reproduzido o dissabor sofrido em pleno exercicio profissional, quando tentatava colher informações de interesse dos leitores junto a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte. Mal recebido por assessores de imprensa que confundem o exercicio profissional e ultrapassam os limites da ética, seu caso é exemplar de uma cultura que se instalou no ambito do serviço público e que tem transformado assessores de imprensa em capangas.
Mais grave ainda, o comportamento do diretor técnico do órgão, o anônimo e arrogante Isaias Costa Filho, que se mostra assim aborrecido com a cobertura feita pelo Novo Jornal, mostrando que a CAERN é uma instituição falida e nao atende mais aos interesses da sociedade potiguar, ao prestar um serviço que se notabiliza, por um lado, por ser caro e de má qualidadade. Ao negar-se a prestar esclarecimentos à sociedade, dá provas de arrogancia e faz pouco caso do consumidor que tem sido lesado em suas necessidades de bons serviços.
Recentemente, ou seja, no começo do ano, tambem fui vitima da arrogancia de um assessor de imprensa; no caso, da assessora de imprensa da Fundação José Augusto, Maryland de Brito, que se sentiu agastada com os noticiários que, na condição de editor de Cultura, fiz publicar no Novo Jornal, denunciando o mau uso do Forte dos Reis Magos, transformado por seu administrador em uma boate privada, onde ele reuniu os amigos para, numa farra quie ficou famosa como o “reveillon do frango assado”, comemorar a passagem do ano.
Extrapolando os limites de sua função, a jornalista – que se notabilizou por seu despreparo – chegou a ameaçar-me com uma ação judicial, tentando amedrontar-me, num ato que apenas revela a promiscuidade que vigora em alguns instituições, onde os gestores se acham nao servidores mas proprietários.
Maryland, que tem a fama entre os colegas de ser incapaz de distinguir um zero de um “o”, caiu na real quando viu a sua ameaça divulgada justamente nesta página e nunca mais abriu a boca. Logo ela, que obteve seu emprego não por competencia, mas em retribuição à sua militancia no Partido dos Trabalhadores, o PT, um partido que às vezes se confunde com uma organização criminosa.
MARCELO RIBEIRO on 24 de junho de 2010 at 11:57.
MUITO BEM! ESSE PESSOAL É MUITO ARROGANTE. A CAERN É UMA MASSA FALIDA MANTIDA PELO CONSUMIDOR. SEUS DIRETORES, ESCOLHIDOS POR CRITÉRIOS POLITICOS, MOSTRAM-SE INCAPAZES DE SOLUCIONAR PROBLEMAS, APENAS DESFRUTAM DE GORDOS SALÁRIOS. MUITOS DELES NEM SÃO DAQUI, FORAM IMPORTADOS PARA SATISFAZER OS PARTIDOS GOVERNANTES, NADA MAIS.
Neyde Felinto - Alagamar on 24 de junho de 2010 at 15:22.
Meus parabéns!
Será que depois desta ela ainda vai ter coragem de ameaçá-lo?
Lauracy Gomes on 24 de junho de 2010 at 19:07.
Ô porrada!
Eliselita Barros - Cidade Alta on 24 de junho de 2010 at 20:15.
Eles preciosam ser denunciados: nós pagamos o salário dessa gente e precisamos saber como eles agem no exercicio dos cargos que ocupam.
Nota dez!