MONUMENTO RELIGIOSO AMEAÇADO

Por O Santo Ofício | 4 abril, 2010

Transcrito do NOVO JORNAL

Por Franklin Jorge

Um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do Rio Grande do Norte, a Igreja Matriz da cidade do Açu, está ameaçado. Sem manutenção adequada, por falta de recursos, o ano passado o seu teto ruiu, repentinamente, sem causar vitimas.

Em 28 de setembro do ano passado o deputado José Dias requereu, na forma regimental, o seu tombamento pelo Patrimônio Histórico do Estado e para isto foram expedidas correspondencias para a então governadora Wilma de Faria, a consultora geral do estado, Tatiana Mendes Cunha, ao secretário da Educação e Cultura Ruy Pereira dos Santos, ao presidente da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto, sugerindo a medida que garantirá a preservação da Igreja Matriz de São João Batista da ribeira do Açu. Até o momento, são desconhecidas ações do governo nesse sentido.

O deputado José Dias apóia, assim, o pedido de tombamento encaminhado pela Diocese de Santa Luzia de Mosasoró, já endereçada à Fundação José Augusto.

Durante gerações uma das paróquias mais ricas do estado, possuidora de grandes cabedais em bens imóveis que em certa época se evaporaram misteriosamente ou – segundo alguns açuenses antigos – foram vendidos e transferidos para a Diocese de Mossoró, hoje São João Batista não tem o que um periquito roa e sua casa, uma das mais imponentes no gênero, está dependendo da caridade pública para sobreviver.

Ressalta, dessa inusitada ocorrencia, a pobreza ou a incapacidade de ação dos paroquianos e, mesmo, da sociedade organizada local, que não tem agido no sentido de contribuir para a restauração do monumento que se destaca pela sobriedade e solidez de sua estrutura duplamente secular.

Nem mesmo o governo do município tem se manifestado nesse sentido, apesar da importância histórica do monumento entregue ao deus-dará.

Palco de importantes acontecimentos religiosos, sociais e politicos, a Igreja Matriz de São João Batista está intima e visceralmente ligada à história do municipio e da região. Começpou a ser construida em 1760, por iniciativa do padre João Saraiva de Araújo, obedecendo ao projeto que privilegiara o estilo Romano, por dentro, e o Barroco por fora, quando o Açu ainda era um simples povoado, conhecido como Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres (antes, Presidio de Santa Margarida).Porém, antes, em 1712 Sebastião de Souza Jorge havia mdoado um terreno para que neçle fossem construidas uma igreja e uma Casa Paroquial, sendo o ato marcado com a ereção de um Cruzeiro que passou a ser o marco da devoção popular e do congraçamento social.

Em seu adro foi cometido em 1840 um multiplo assassinato, o maior crime politico já ocorrido na ribeira do Açu, que ficaria conhecido como o “Fogo de 40″. Vários militantes foram traiçoeiramente assassinados a tiros após um meeting que poria em risco a estabilidade do grupo dominante.

A história da Igreja Matriz de São João Batista foi escrita pela jornalista Auriceia Antunes e serviu de subsidio histórico ao pedido do deputado José Dias, que continua, juntamente com o povo do Açu, à\ espera da palavra (e sobretudo da ação) do governo do estado.

Leia a continuação deste artigo depois
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5 Comentários

Ramalho on 4 de abril de 2010 at 23:07.

Cadê o povo açuense?
Que falta nos faz um Arcelino Costa Leitão!

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Sônia Firmino on 6 de abril de 2010 at 8:41.

Cadê o povo do Açu pergunto eu! Como foi que deixaram o teto da igreja cair??? Cadê o povo de fé do Açu? Garanto que em Caicó ou em Mossoró uma coisa dessas não aconteceria!

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AQUI FRANKLIN JORGE - on 6 de abril de 2010 at 16:34.

O prefeito do municipio – uma liderança nova – devia formar e liderar um grupo de açuenses capazes de agir e influenciar a opinião pública: reitero o que disse em circunstancia jornalistica, a Matriz do Açu é um monumento religioso enobrecido pela história e como tal pertencente ao RN. Vai ver que aparecerão outros cristãos além do deputado José Dias para ajudar numa obra notável.

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Tibério Caldas on 8 de abril de 2010 at 7:31.

Cadê o Açu???

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Jose Lucio de Azevedo on 18 de maio de 2010 at 9:44.

Meu caro Franklin.
Até que enfim consegui encontra-lo, não sei se vc ainda lembra de mim, do então PST, pois saiba que deletei política da minha vida, só tive dissabores com minha experiência nessa área, não segui seus conselhos, deu no que deu. Quero que saiba que sempre te admirei, e agora que descobri sua página virtual, estarei sempre te acompanhando.
Um grande abraço.
Lúcio.

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