NATHÁLIA, O MACHO GENÉRICO
Por O Santo Ofício | 28 março, 2010
Transcrito do NOVO JORNAL

Por Franklin Jorge
Velho que perde a vergonha – diz o sábio homem dos sertões – perde tudo. Perde a compostura e o direito ao respeito alheio. Cai no ridículo, como parece estar ocorrendo, neste momento, com o idoso pornógrafo Ney Leandro de Castro, isto é, Nathália de Souza, pseudônimo através do qual o ojuara se disfarça e solta a franga.
Trata-se claramente de um complexo caso freudiano que expõe de maneira crua e contundente as contradições desse publicitário cinzento, vaidoso e enfezado que tem o rei na barriga.
Parecendo consumido pela monomania erótica, algo que o coloca no limite da libido senil, Ney “se disfarça” e “assume” a identidade de uma poetisa escrachada, contemporizando com as suas abafadas confusões sexuais que espelham a carência, os apetites há muito reprimidos, o medo mórbido de assumir-se em suas contradições viscerais.
Há quem veja nessa reviravolta, ou seja, na adoção de uma nova identidade sexual, a incontinência erótica que acomete alguns idosos emocional e afetivamente descompensados.
Já avançando na terceira idade, Ney adota, por fim, em 2006, a dupla personalidade que tornava a sua vida, por cinco ou seis décadas, desconfortável; moralmente desconfortável. Um verdadeiro inferno existencial, pela amostragem de seus versos empapados de fluidos descontrolados. Desde então, uma hora Ney é Nathália de Souza, poetisa devassa; outra hora, Nathália é o Ney, que dispensa comentários; essa estranha e mórbida bipolaridade que faz o Ney ter o zangador perto, como uma forma de escape ao seu tormento intimo. Por este matiz duma personalidade oscilante, duvidosa, deduz-se a grande dor de Ney, que tem vísceras que talvez sofram, como diria Proust em seu dicionário das paixões; no mínimo, Ney tem sido duramente castigado por acompanhar-se de si mesmo, sem direito a apelação, sob a forma e o disfarce dessa insaciável e libidinosa Nathália de Souza.
Quero crer que Nathalia, alter ego de Ney, constitui apenas uma válvula de escape duma opressiva tensão psicológica que o acicatava desde a mocidade remota. Ney seria mesmo Ney? De que abismo e profundidades surgiu a autora de versos devassos, Nathália de Souza, o outro lado da persoanalidade de Ney? Seu lado obscuro, sofrido, mergulhado nas sombras, por tantos anos reprimido. Tornando-lhe a vida culposa, amarga e punitiva.
Daí essa exasperação dos sentidos e a criação de um cenário propício à sua fantasia mais desbragada. Sim, porque o Ney deixa-se flagrar só de calcinhas; não! Estou sendo piedoso… A Nathália apresenta-se, em verdade, sem calcinhas, ao sussurrar tais versos – reitero – saídos das entranhas do obsceno e grosseiro versejador caicoense, que antes se fizera conhecido por estes taboleiros como um gênio da raça; o único, verdadeiro e estridente complexado que passa por uma fêmea louca, pelo menos, nestes versos:
O leite dos gregos era gala
Gala aqui pra nós
é o leite morno, adocicado,
que os homens nos dão de mamar.
Difícil é engolir esse leite, essa gala.
Não, amor, não dá.
[in Poemas Devassos e Uma Canção de Amor, Natal, 2006]
Aqui, recorre “Nathália Ney” ao velho e gasto recurso da negativa, da afetação de pudor e timidez que agradam aos homens maduros. Não fora tão velhusca – já por essa época – e seria a “ingênua”, um tipo que não podia faltar no teatro digestivo do século passado. No seu caso, porém, uma devassa afetando inocencia.
Ney (ou daqui para frente devo escrever Nathália?) entrega-se à devoração erótica, recaindo, pelo exagerado frêmito libidinoso, numa mera caricatura do esgotado. Visivelmente o Ney chegou a um limite que acusa a gravidade desse delírio senil e intermitente.
Os versos de Nathália saem copiosamente das entranhas de Ney, como disse. Quem porventura os leu, leu-os com a convicção de estar testemunhando a mais pujante confissão intima flagrada pela literatura provinciana. Ney assume, num tour de force, esse ser desesperado e de auto estima baixa, baixisissima, Nathalia de Souza, podendo dizer-se também “o lado feminino” de Ney, versejador de pés-quebrados que Luiz Rabelo soldava, consertava e tratava a pedido do adolescente, oriundo do seu Caicó natal.
Nathália é a grande vulgívaga da literatura produzida no Rio Grande do Norte e já se tornou um produto de exportação, contribuindo com a industria da pornografia. Caricatura do esgotado, ressurge Ney nessa figura que exacerba a libido senil ensandecida pela carência e pelos instintos por tanto tempo reprimidos, sufocados pelo medo de cair na boa do mundo. Há porem uma peculiaridade que distingue um do outro: Ney é homofóbico, incentiva o preconceito contra os gays, ataca-os em sua dignidade, deixando no entanto, por esse comportamento, um rasto de suspeição e dúvida sobre o seu viscoso e cambiante caráter. Já a Nathália é uma atarefada curtidora de prepúcios que não
dá a minima para a moralidade.
Ney traz à tona o seu lado negro, suas mais recônditas fantasias sexuais, personificadas nessa desconcertante Nathália de Souza, o “outro lado” de Ney? É o Ney assumindo-se, corajosamente, na flor da terceira idade, lépido e fagueiro soltando a franga, dando o que falar como uma forma tardia de compensação. Ney recorre ao escandalo para ter a impressão de que está vivo; que não é somente essa sumidade provinciana, enfadonha, impertinente, ridicula, montando barracos por onde passa, desnudando-se, por fim, de maneira grotesca e obscena, no picadeiro literário.
Há quem afirme que ele representa a verve libertina de Natal, a vocação canalha para a obscenidade, para a pornografia gratuita, para a mais perfeita afirmação da vulgaridade e do ridículo que podemos perceber nessa criatura emocional e psicologicamente descompensada que, no fim da vida, resolve recuperar o tempo perdido.
Diz o Ney pela boca de Nathália – que confessa ter o sexo sem nexo e talvez fora do lugar – tudo aquilo que reprimiu e que afinal foi mais forte que o seu medo de ficar mal falado. Porem, nesse exercicio de autoafirmação, Ney afeta uma competitiva atividade sexual admirável em idade tão provecta. Mas, malandro como ele só, deixa a parte ativa dessa operação sob a responsabilidade de outrem, como fica claro nos versos de sua autoria abaixo publicados.
Ouçamo-lo(a) em seu estupor lirico:
Eu tenho uma cabeça de condessa
Devassa, decapitada
Dois minutos e meio depois da trepada.
Eu tenho um sexo sem nexo
Que se entrega em doces refre-gas
No ar, no mar, na lama,
No vão das escadas e, sim, também na cama.
Ah, eu me entrego, não nego,
A cafajestes, religiosos, estrangeiros.
Aos que sorriem e me dizem:
J’ai t’aime, amore, I love you,
Eu dou meus sonhos, dou meu juízo,
Dou o meu cu.
[in Poemas Devassos e Uma Canção de Amor, Natal, 2006]
Mais explícito, impossível…
Dando assim uma amostra ardente de suas habilidades poéticas (para não dizer outra coisa), Ney dá o que é seu e ninguém tem nada com isso, embora para muitos isto pareça apenas um exercício de vulgaridade, essa enfieira de versos no limite da pornografia, algo grotesco e inconcebivel como artefato literário. Como confissão íntima, denuncia em Ney um “macho genérico”, essa indescritivel e debochada Nathália de Souza: o nome pelo qual ele, Ney Leandro de Castro, entra para a história da nossa literatura…
Leia daqui a pouco a continuação deste artigo
FIM




76 Comentários
Magno Alves on 28 de março de 2010 at 16:12.
Ney, quem diria, acabou “curtindo prepúcios” e “alisando madeira”…
Homero de Oliveira USAL on 28 de março de 2010 at 16:29.
Que bela leitura! Coitado do pobre homem que foi mexer com gente inteligente.
Bebé on 28 de março de 2010 at 16:29.
V. tem razão: Ney dá o que é dele. só que ele já está um pouquinho “passado” demais para essas brincadeiras, não acha?
Artemio on 28 de março de 2010 at 16:46.
Ney quis ser o tal e o tiro arrombou-lhe a culatra!
Boy Espada on 28 de março de 2010 at 16:51.
que pai é essae, flavinho?
Boy Chibata on 28 de março de 2010 at 16:52.
Ney foi ‘brincar’ com FJ e tomou foi na bassoura…
Boy Sanguebom on 28 de março de 2010 at 20:36.
Sabendo que o Ney (ou a Nathália) tá “soltando a franga”, agora vô ter mais cuidado quando encontrar ele por aí…
Maria Rita Medeiros on 28 de março de 2010 at 20:48.
Ney esperou muito tempo para se assumir. Nessa idade, acho que vai ter dificuldade de achar parceiro ativo para preencher-lhe as carencias.
Regina Ramalho de Sousa on 28 de março de 2010 at 21:06.
Eu já tinha ouvido comentários desabonadores sobre Ney, mas não imaginava que ele pudesse ser tão vulgar e chulo. É esse o grande “intelectual” festejado por Marize de Castro, Lívio Oliveira, Demétrio Diniz, Carmen Vasconcelos, Sanderson Negreiros??? Se eles admiram um cara desses, meu Deus, que tipo de intelectuais são esses que compactuam com a mais baixa obscenidade? Foi bom Franklin publicar estes versos para que os leitores pudessem saber quem é realmente o Ney Leandro (que usa esse “nome de guerra”, Nathália de Souza, para dar vazão aos seus baixos instintos). Um tipo chulo, sem classe, que não se peja de fazer publicidade de suas intimidades: assim é o Ney-Nathália de Castro.
Carol on 28 de março de 2010 at 21:18.
Não sei se devo ter pena ou repulsa por um cara tão sórdido e chulo.
Fernando Meira on 28 de março de 2010 at 21:41.
Não imaginava que o Ney fosse tão vulgar e grosseiro. Ele podia dispor do corpo dele da maneira que lhe aprouvesse, mas estes versos que acabo de ler são baixaria, uma coisa sórdida, indigna de um verdadeiro intelectual. Não sei como um tipo desse pode ser tão festejado pelos intelectuais conterraneos. Sinceramente, estou enojado.
Maria José Queiroz on 28 de março de 2010 at 22:12.
Ney é mais nojento do que eu pensava. Para´bens, FJ, por desmascarar esse sujeito sórdido e vulgar.
Vampiro Vegetariano on 28 de março de 2010 at 22:25.
Como diria o Zé Paraíba, um “obscuro desejo abriu grande letreiro” sobre o fogo do sertão. Na paisagem deserta do Seridó, a intrigante inscrição em gás neon lança sua luz misteriosa: N-E-Y-T-H-Á-L-I-A D-E C-A-S-T-R-O.
Oh! mana, deixa eu ir, oh! mana, eu vou só… só eu e minha Neythália, pro sertão de Caicó! E deixa essa gente falar, é inveja do nosso amor. Né não, Tatá?
Tasso on 28 de março de 2010 at 22:31.
Concordo: Ney é um tipo sórdido e vulgar.
Lula on 28 de março de 2010 at 22:40.
Quer dizer que o Nei, depoiis de velho, tã queimando “rosquinha”?
Nailda Lins - Parelhas on 28 de março de 2010 at 23:09.
Nei, tenha vergonha! Pense nos seus netos, cabra de peia!
Carlão on 28 de março de 2010 at 23:29.
Ney, que decepção! Um homem já idoso, que devia dar bons exemplos, caindo nessa terrivel baixaria.
Dirce Varela on 28 de março de 2010 at 23:34.
Ney, dando uma de “machão”! E levando essa vida dupla.
Miracy Veiga on 28 de março de 2010 at 23:38.
Flavinho, sei que v. deve estar morto de vergonha. Mas, seja franco, v. sabia que o seu pai tinha essa dupla personalidade???
Bruno on 28 de março de 2010 at 23:46.
Que baixaria, nei! Já tinha ouvido coisas negativas a seu repseito, mas pensava que era pura maldade. Agora estou vendo que vc é mais baixo do que dizem por aí.
Duda on 29 de março de 2010 at 7:30.
Ô bicho baixo! E agora, Flavio, ainda vai defender esse degenerado?
misherlany on 29 de março de 2010 at 7:43.
Franklin, o caso do Ney, Lembra o BOdoca do Padre Mota: Dando ou não dando (ela dá mesmo?) continua sendo o Ney ou Nathália!
Boy Detonação on 29 de março de 2010 at 7:51.
E ae, Flavim, Nei dá ou não dá???
Arlindo Matias on 29 de março de 2010 at 8:45.
E tem poema dele, Ney, assinado por ele onde tece loas ao sexo a três, sendo 2 homens e uma mulher. Está no Era uma vez Eros, pagina 14. E o livro é dedicado a mulher dele.
Estevão Mossoró - RN on 29 de março de 2010 at 11:51.
Esquisito é ter ainda gente que admira um tipo desses, que vive comentdo com uma pessoa tão baixa e fuleira. Ô cidade para ter gente oportunista!
Plínio Tavares on 29 de março de 2010 at 13:37.
Bem que minha mulher tinha me avisado: toda aquela pabulagem de Ney, fazendo-se de gostosão, devia ser pura cascata. Pois não foi??? O cara não é de nada e ainda usa esse ‘nome de guerra’, Nathália de Souza… Sei não…’Macho genérico’, heim? heim? Que coisa, sô!
Binho on 29 de março de 2010 at 13:41.
flavinho tirou o time…tambem, com um pai desses, que gosta de tomar gala e de dar o fedegoso…
Ângela on 29 de março de 2010 at 13:55.
Agora só faltava o Ney da uma de performático e botar um turibulo no ânus…
Décio Oliveira on 29 de março de 2010 at 14:19.
Como disse Franklin, a rodela “é dele”, Ney, e ele dá a quem quiser…
Arthur Rique on 29 de março de 2010 at 14:27.
Eita, que sem-vergonho esse Nei, passando por mulher…Se fosse pelo menos um boy, tudo bem, mas já avô e setentão, só pode ser “libido senil”, como disse o FJ! Safadão, bebendo leite de macho!
Denise Carvalho on 29 de março de 2010 at 14:41.
Nei, quem diria… Foi a grande piada do último domingo.
Tarcisio on 29 de março de 2010 at 14:46.
Taí o que Ney queria! Franklin queimou a rosca dele.
Samuel Garrido on 29 de março de 2010 at 15:01.
Ney, a piada do anus!
Alexandre on 29 de março de 2010 at 15:06.
O bicho é frouxo. Botou os amigos para pressionar Franklin. É o comentário nos sebos da cidade.
Cadu Santos on 29 de março de 2010 at 15:33.
Ney, o macho genérico, essa foi a melhor do semestre!
Arlindo Matias on 29 de março de 2010 at 16:42.
Falta agora FJ nos contar a fuga de Ney para o Rio, a história de como ele virou funcionário aposentado do Fisco e muitas outras historinhas do magano para desnudar de vez esse patético mas pabuloso personagem.
Avante, Franklin, conte tudo, nós queremos saber.
Francisco Matoso on 29 de março de 2010 at 16:46.
O mais horrível nessa história toda a saber que esse pilantra do Ney é recebido com toda a pompa em muita casa de familia aqui de Natal. Imaginem os olhinhos lúbricos dele para os que ele julga objetos sexuais, moças, rapazes e sei lá mais o quê. Ele tá mais para um Serguei: Um Pan Sexual, atacando tudo.
Aparecida Godeiro on 29 de março de 2010 at 17:31.
Mesmo tendo ouvido referencias negativas a Nei e lido eventualmente o que ele publica num jornal local, sempre deprimindo os outros como fez com o poeta Demétrio Vieira, a quem insinuou um comportamento sexual igual ao seu (chegando a sugerir que ele viajava para o exterior para desfrutar de coisas que não tinha coragem de fazer aqui), nunca podia pensar que ele descesse tão baixo. Tambem foi sórdido com o comunista Juliano Siqueira, num almoço, quando em combinação com um sebista de alma sebosa “rasgou” a vida sexual do rapaz, gratuitamente, como é do seu feitio.Ao agredir o jornalista Franklin Jorge, finalmente Nei encontrou o chapéu da viagem. Penso que as pessoas aqui temem Nei com medo da sua lingua, da sua grosseria e da sua má educação. Por onde ele passa tem deixado um rastro de constrangimento, como aconteceu não faz muito tempo na livraria Potylivros, onde as pessoas tremiam à sua chegada. Graças a Deus, agora, FJ deu um basta!
Nelson Freire on 29 de março de 2010 at 18:03.
Nei contaminou o blog de FJ. O pessoal tá postando comentários em várias postagens. Acabei de ler numa delas, que não tinha nada a ver, uma sugestão que achei engraçada e ri com a inteligencia do cara que sugeriu a criação de uma dupla sertaneja com o nome “Nei Cuzão e João Cuzinho”. Não é engraçado? Nei tá dando motivo pra gente rir, pelo menos assim a gente se distrai dessa dura realidade.
Rudelmo Mota - Mossoró on 29 de março de 2010 at 18:15.
Flavio Leandro quis dar uma de picagrossa, tomando as dores de semelhantes pai, ameaçou o jornalista Franklin Jorge mas acabou metendo o rabo entre as pernas. Não dá pra defender um sujieto como o pai dele, Ney (Nathália) Leandro de Souza.
Augusto on 29 de março de 2010 at 18:23.
Ney Cuzão e João Cuzinho, uma dupla sertaneja. Já imagino ou Ney mamando numa flauta…
Paulo S. on 29 de março de 2010 at 18:48.
Quanta criatividade! “Ney Cuzão e João Cuzinho”. Blz!!!
Pedrinho on 29 de março de 2010 at 18:53.
Nei deve estar ligado neste blogue 24 (êpa!) horas por dia.
Sônia on 29 de março de 2010 at 18:55.
Que crepúsculo deplorável o de Nei! Motivo de deboche de toda a cidade. Até os amigos riem dele…
André on 29 de março de 2010 at 19:08.
“Diz o Ney pela boca de Nathália – que confessa ter o sexo sem nexo e talvez fora do lugar – tudo aquilo que reprimiu e que afinal foi mais forte que o seu medo de ficar mal falado. Porem, nesse exercicio de autoafirmação, Ney afeta uma competitiva atividade sexual admirável em idade tão provecta. Mas, malandro como ele só, deixa a parte ativa dessa operação sob a responsabilidade de outrem, como fica claro nos versos de sua autoria abaixo publicados.
Ouçamo-lo(a) em seu estupor lirico:
Eu tenho uma cabeça de condessa
Devassa, decapitada
Dois minutos e meio depois da trepada.
Eu tenho um sexo sem nexo
Que se entrega em doces refregas
No ar, no mar, na lama,
No vão das escadas e, sim, também na cama.
Ah, eu me entrego, não nego,
A cafajestes, religiosos, estrangeiros.
Aos que sorriem e me dizem:
J’ai t’aime, amore, I love you,
Eu dou meus sonhos, dou meu juízo,
Dou o meu cu.
[in Poemas Devassos e Uma Canção de Amor, Natal, 2006]
Mais explícito, impossível…
Dando assim uma amostra ardente de suas habilidades poéticas (para não dizer outra coisa), Ney dá o que é seu e ninguém tem nada com isso, embora para muitos isto pareça apenas um exercício de vulgaridade, essa enfieira de versos no limite da pornografia, algo grotesco e inconcebivel como artefato literário. Como confissão íntima, denuncia em Ney um “macho genérico”, essa indescritivel e debochada Nathália de Souza: o nome pelo qual ele, Ney Leandro de Castro, entra para a história da nossa literatura…”
Franklin, gostei muito! Essa parte em que v. diz que Nei, malandro como ele só, deixa a parte ativa da atividade sexual para outro, é simplesmente genial!
V. deixou o “velhote” mais raso do que o chão.
Pablo on 29 de março de 2010 at 19:18.
Franklin ferrou o Ney! E foi muito bem feito. O velhote é um porre. Só quer ser as pregas de Quelé, o rei do pedaço! Agora, até o fim da vida, vai arrastar esse estigma “Nathália de Souza”.
Maria Vênus on 29 de março de 2010 at 19:22.
Franklin “amortalhou” Ney com este brilhante artigo!
Boy Sanguebom on 29 de março de 2010 at 19:40.
q papelão, ney!
Chico Carlos on 29 de março de 2010 at 19:47.
Sempre desconfiei de caras como o Ney, gabolas e alardeando que são garanhões…Aí está: o Ney não passa de um “belo Antonio”…
C. Pedrosa on 29 de março de 2010 at 19:58.
E aí, como devemos tratar o ojuara, como diz FJ: Ney ou Natália???
Marcos on 29 de março de 2010 at 20:01.
Cara, tu botasse o velhote no espeto! O problema agora é ele gostar se apaixonar…
Marcos on 29 de março de 2010 at 20:03.
Quase esquecia de parabenmiza-lo pelos acessos, quase 200 mil, um recorde!
Berto Alcântara- Aquiraz (CE) on 29 de março de 2010 at 20:46.
Ney (Nathália?) quis dar uma de arrochado e acabou “espetado”. Justamente por Franklin Jorge!
Valeu.
Maria Alice Galvão on 29 de março de 2010 at 20:59.
Ney estava precisando de uma boa lição. O cara é arrogante, vaidoso, narcisista e extremamente invejoso – morre de inveja de Franklin Jorge -, não é preciso entender de psicologia para descobrir isto. Ele tem uma inveja mórbida de Franklin e há uns 20 anos o persegue. Agora, acabou desmoralizado. Quis dar uma de garanhão e entra para a história como uma pessoa de sexo e caráter duvidoso.
R. Verianno on 29 de março de 2010 at 21:09.
E ai, já sabem quando vai ser a estreia da nova dupla caipira, Ney Cuzão e João Cuzinho?
Marques on 29 de março de 2010 at 21:23.
Laélio tem razão; “a veadagem se expande”. E até já virou dupla caipira, “Ney Cuzão e João Cuzinho”. Blz!
Virna Lisi de Sousa on 29 de março de 2010 at 21:36.
Meu blog preferido. Parabens pelos acessos. Um sucesso, seu blog.
Marconi Levi on 29 de março de 2010 at 21:57.
Ô velho mal falado!
Taciana on 29 de março de 2010 at 21:59.
Um grande sucesso o seu site. Sou fã.
Robério on 29 de março de 2010 at 22:22.
Ney é um mentiroso. Quando Franklin contar os bastidores da aposentadoria e der publicidade á sua vida profissional, todos verão o grande farsante que ele é. A história da aposentadoria dele é cabeludissima. A secretaria Lina Vieira fez tudo para impedir a ilegalidade dessa aposentadoria escandalosa que assegura a Ney R$ 21 mil mensais sem que ele tivesse dado um dia de serviço como auditor fiscal.
Núbia Leite on 29 de março de 2010 at 22:33.
Acho que o Ney perdeu a compostura, uma coisa muito triste para alguém da sua idade, que devia dar bom exemplo. Agora já virou até nome de dupla sertaneja…
Núbia Leite on 29 de março de 2010 at 22:34.
Muitos acessos, sucesso! Sucesso! Sucesso!
João Lúcio on 29 de março de 2010 at 22:38.
Tava bom da governadora contratar essa dupla caipira para a festa de encerramento do seu deplorável governo!
Tânia Marques on 29 de março de 2010 at 22:41.
Seu IBOPE, Franklin, tá lá em cima! Hoje, vc teve até agora nada menos do que 640 acessos. Vá em frente! Sucesso!
Célia Câmara on 29 de março de 2010 at 22:52.
Quando acessei seu blog hoje de manhã, às 08:04, o marcador mostrava 162.526 mil acessos. Agora, às 22:47, 163.111 mil acessos! Isto deve matar o Ney de inveja. É muita inveja que ele tem de você, Franklin Jorge. Ele jamais será tão popular e respeitado como você é.
Flávio on 29 de março de 2010 at 23:09.
Invejoso e mau caráter. É o que se pode deduzir do seu comportamento e das histórias que circulam em Natal sobre ele, desde o tempo dele no Ateneu.
José Daniel on 29 de março de 2010 at 23:15.
Imagino que Ney deve estar grudado neste blog
Teobaldo on 29 de março de 2010 at 23:36.
“Macho genérico” é ótimo! Ri demais, pensando na cara de Ney.
Dora on 30 de março de 2010 at 0:00.
Ney não, “Nathalia”.
arlindo matias on 30 de março de 2010 at 11:45.
Vi Nei agorinha quando passei na frente do sebo vermelho, demonstrava estar transtornado, denotava noites maldormidas, barba malfeita, o retrato real de um picareta desmacarado.
UM ADMIRADOR on 30 de março de 2010 at 14:27.
Franklin, v. é brilhante. A maneira como v. tem se conduzido nessa polêmica mostra um autocontrole e uma elegancia que o seu contendor, coitado, não tem em nenhum momento. Ele usa a grosseria e a vulgaridade como armas, v. usa a inteligencia, a cultura e o espirito, o que estabelece a diferença: é como se v. usasse a espada, enquanto Ney, a peixeira. A o lermos o que ele tem publicado, sentimos involuntariamente repulsa diante do descontrole de Ney, da baixeza do seu vocabulário (que se repete em sua poesia pseudamente erótica, mas em verdade pornográfica, como v., grande critico que é, salientou). V. se deixa reger pela elegancia, Ney, pela falta de ética, pois quer ganhar no grito, inteiramente em desacordo com as normas civilizadas. Em nenhum momento ele nos convence, a não ser do fato de que não tem razão. Passa Ney a impressão de que está desesperado e por isso, como o último recurso do desespero, quer ter razão a qualquer custo. Era o que tinha a dizer-lhe. Seu leitor muito grato. – Rogério Gurgel de Luna
Jorge Tarso de Castro on 30 de março de 2010 at 17:38.
Franklin,
Nina Rizzi – poeta paulista residente no Ceará – publicou um poema no Substantivo Plural “homenageando” Nathália/Ney.
Eis:
“Canção pra foder Nathália
Nina Rizzi
vou devassar a cona de nathália
a dedos, língua, cruz e souza.
se rapidinho não me demora
subo a sugar seus peitos flácidos, belicosos.
mas, ai, que ela implora
- fica, desce, entra, esconde, enterra, fica!
se afoitos de chupar não esquecemos, ’inda mais deliciosos
são os vaga-lúmens de seu cuzinho a anunciar os
crepúsculos dos anéis de saturno.”
Até,
JTCastro
Ivo Fernandes on 30 de março de 2010 at 18:09.
Que desavergonhado esse Ney, se prestar a isto! Que dupla despudorada, essa, composta por Ney (Nathalia) e Nina Rizzi. Nojeira de verso, tremendamente apelativos, os peitos flácidos de Ney.
Analba França on 2 de abril de 2010 at 12:22.
Com o perdão da má palavra, rica rodela sortuda!!!
Lucio Masaaki on 13 de abril de 2010 at 15:19.
Duvido muito que esse meu post seja publicado, mas vejo muitas pessoas criticarem Nei somente baseadas no que Franklin escreveu, são pessoas influenciáveis e sem personalidade. Tenho certeza que os posts favoraveis a Nei, a grande MAIORIA, foram vetados pelo questionavel moderador.
Adelle on 14 de abril de 2010 at 14:11.
Bando de pudicos encabeçados por FJ.