A MANCADA DOS MAGISTRADOS
Por O Santo Ofício | 21 janeiro, 2010
Por Franklin Jorge
O aumento de custas e emolumentos cartorários em mais de 100%, reivindicado por nossos desembargadores, pegou malissimamente entre gregos e troianos. Uma verdadeira extorsão.
Geralmente malvistos pela sociedade, suas excelencias agora terão de explicar o tamanho do seu apetite e o pouco apreço às próprias leis, ou seja, à Constituição Federal. Maria de Compadre Inocêncio diria simplesmente, se lhe fosse dada a oportunidade de comentar este fato desabonador para o Tribunal: “Eles querem usurpar…”
A mancada está na boca de todo mundo e, diante da excessiva carga tributária que escalpela a todos os cidadãos sem dó nem piedade, parece incrível que os nossos magistrados ainda queiram criar novos impostos, extrapolando inclusive sua área de competência. Como fizeram há pouco e provocaram toda esta grita que depõe contra a sobriedade que se espera de tão eminentes cidadãos que avocam para si o direito de julgar (e agora, também, de legislar em causa própria).
A nova lei, além de inconstitucional, tem várias ilegalidades e irregularidades que depõem contra os próprios magistrados. As novas taxas, por eles criadas, promovem um impacto de tal ordem que pode culminar, até, com a falencia e o fechamento de empresas, segundo alguns especialistas. No máximo, seria aceitável uma lei complementar, recurso previsto na própria Constituição, que pelo visto não parece uma obra muito lida pelos nossos desembargadores.
Várias instituições estão lutando para que o Tribunal reconheça que a cobrança é extorsiva, entre as quais a Ordem dos Advogados (OAB) e Clube de Diretores Lojistas (CDL). Sobretudo porque já existia uma Tabela de custas e emolumentos atualizada. O Tribunal, além disso, usurpou uma das atribuições do Estado, que é a única instancia habilitada a criar necessidades e cobrar taxas.
Este não é um Tribunal, mas um paradoxo.




17 Comentários
Moura Silva - Petrópolis on 21 de janeiro de 2010 at 8:11.
Já estou gostando…
Thales Godinho on 21 de janeiro de 2010 at 9:10.
Eles pisaram na bola feio, feiíssimo!!!
Maria Alzira Lisboa on 21 de janeiro de 2010 at 15:27.
Faltou sobriedade aos magistrados. Um horror, em especial, já que se trata de um poder… Lamentável, Dr. Godeiro.
Antonio Targino on 21 de janeiro de 2010 at 15:33.
É verdade, Franklin.
Gilda on 21 de janeiro de 2010 at 15:49.
Quanto cinismo dessa gente. Quanta falta de sobriedade!
Macário Tavares on 21 de janeiro de 2010 at 17:36.
Esse foi um dos seus melhores artigos. Era o que queríamos ler. Obrigado, Franklin Jorge!
Zildamar Couceiro, Lagoa Nova on 21 de janeiro de 2010 at 17:51.
Bote paradoxo nisso…
Rogério Dias on 21 de janeiro de 2010 at 17:58.
Deplorável, simplesm,ente deplorável.
Oscarina Mendonça on 21 de janeiro de 2010 at 18:15.
Como é que podemos ter confiança num tribunal desses???????
Márcio Sousa on 21 de janeiro de 2010 at 19:13.
Não bastasse o governo, agora os desembargadores também querem escalpelar os cidadãos que já estão com a corda no pescoço.
Batista Lima on 21 de janeiro de 2010 at 19:23.
Nossos desembargadores estão deixando de ser juizes para serem politicos. Lamentável.
Rosane Varela on 21 de janeiro de 2010 at 19:24.
Esta frase resume tudo: “Este não é um Tribunal, mas um paradoxo”.
Sérgio Santiago on 21 de janeiro de 2010 at 19:41.
Quanto mais releio esse artigo mais aumenta a minha indignação.
Carlos Sérgio Costa on 21 de janeiro de 2010 at 20:21.
Então são esses os nossos desembargadores???
Carlos Sérgio Costa on 21 de janeiro de 2010 at 20:22.
Como sei que v. é um dos editores do Novo Jornal, quero dar-lhe os parabéns pela cobertura sobre esse assunto que tirou todo mundo do sério.
Conceição Fantin - Santa Catarina on 21 de janeiro de 2010 at 21:26.
Deplorável.
Conceição Fantin - Santa Catarina on 21 de janeiro de 2010 at 21:26.
Pobres potiguares! Minha solidariedade.