O NOVO, DE NOVO [2]

Por O Santo Ofício | 21 novembro, 2009

Por Franklin Jorge

Há dias sem publicar aqui uma linha, por faltar-me tempo e, mesmo, por causa de uma indisposição fisica, volto a escrever aqui ainda que irregularmente, pois tenho me deixado absorver inteiramente pelo Novo Jornal, há pouco lançado em Natal e que logo se constituiu em leitura diaria, obrigatória, dos natalenses bem informados.

O número lançado que foi para às bancas dia 17, teve concorrido coquetel na véspera, no Ocean Palace, onde recebemos, o jornalista Cassiano Arruda e sua equipe, toda Natal. Era tanta gente que não conseguíamos ver ninguém. Políticos até dizer basta: deputados José Dias, Fernando Mineiro, Fatima Bezerra, Fábio Faria, João Maia, Felipe Maia, Walter Alves, Henrique Eduardo Alves, Robinson Faria, Gesane Marinho… De Mossoró, a senadora Rosalba Ciarline e Carlos Augusto Rosado, o deputado Leonardo Nogueira, a prefeita Fafá Rosado. E o  ex-prefeito de Natal e governadorável, Carlos Eduardo Nunes Alves. O prefeito e o ex-prefeito de Parnamirim, Mauricio Marques e Agnelo Alves. O vice-governador Iberê Ferreira de Souza. Jornalistas. Socialites. Magistrados. Empresários.Publicitários. E infinitos mesureiros.

O número inaugural, inicialmente previsto para sair com 70 páginas, saiu com 108 e um extraordinário volume de publicidade, majoritariamente de empresas privadas, o que de inicio mostra a credibilidade do veículo que surgiu, não no vácuo deixado do Diário de Natal, mas porque a cidade havia muito clamava por uma publicação que atendesse aos seus interesses e não fosse “chapa branca”.

O Novo Jornal já mostrou a que veio. Produzido por um pequeno grupo de jornalistas tarimbados e alguns estagiários que começam a ser incorporados à equipe, temos confeccionado um jornal que procura espelhar a realidade, levando em consideração o lema inscrito numa das paredes da redação — “Jornal não é guardião da honra de ninguém”, frase cunhada pelo velho legendário da imprensa potiguar, Luiz Maria Alves. Uma das novidades que está dando o que falar é a Editoria do MidWay, voltada exclusivamente para a cobertura diária do famoso shopping de Natal, por onde passam todos os dias mais de 65 mil pessoas. Uma cidade dentro da cidade!

No Novo Jornal somos incentivados a expressar as nossas opiniões. Todos os dias, ao perguntar-me se estou feliz, seu fundador cobra-nos a todos que tenhamos opinião. No meu caso, por exemplo, Cassiano costuma dizer que estou bastante comportado, porém estou reaprendendo o oficio após 14 anos longe das redações que hoje são cheias de bossas que afrontam velhos hábitos. Estou penando com o computador que tenho usado costumeiramente como uma máquina de escrever sofisticada.

Hoje estou em Mossoró para dar inicio a minha volta a Natal. Já revi alguns amigos e brinquei com as minhas gatinhas. Penso que vou sentir a falta de alguns poucos e bons amigos, em especial, dos meus vizinhos da Boa Vista, onde fui tão feliz e pude gozar do carinho de algumas famílias que me receberam de braços abertos, como a do sr. Antonio Lopes, meu senhorio, um dos homens bons de Mossoró. Também vou sentir a falta daquela espirituosa rodinha dos cafés Bagdad e Memorial, onde nos reuníamos todos os dias para falar mal dos politicos, especialmente da ministra machona Dilma Rousseff e do presidente Lula que nunca sabe de nada, exceto da sua intrigante popularidade.

Voltarei ao assunto, se Santa Luzia me permitir.


2 Comentários

Augusto Luis - Nova Betânia on 22 de novembro de 2009 at 18:14.

Vc vai deixar saudades en muita gente e alivio em outros. Mossoró não soube aproveitar seu talento: preferiu a mediocridade de sempre, as mesmas nulidades de sempre. Mas vc marcou, Franklin. Tirou o sono de Fafá e de Gustavo, de Rosalba e de Carlos Augusto, do reitor e do vice e reitor, do promotor conivente e de toda essa cambada de pseudo-literatos que só brilham aqui. Ah se a gewnte pudesse retê-lo aqui por mais tempo, escrevendo o que escreveu sobre Mossoró, “desafinando o coro dos con tentes”. Mas Natal, a capital, o centro das decisões politicas, é o seu território. Acabei de ler o que publicou hoje no Novo Jornal. Jóia. Morri de ri de Crispiniano, presidente da FJA, botando a culpa da sua incompetencia e despreparo na “crise”. Uma beleza. Continue mostrando o tamanho da mediocridade que impera no nosso combalidissimo RN.

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Fábio Barreto - Tirol on 22 de novembro de 2009 at 22:21.

Muito bom o que publicou hoje no Novo Jornal sobre o sequestro da literatura. Devia fazer um artigo semelhante, sobre nossos escritores, citando nomes. Muitos adorariam, outros odiariam, mas v. não se importa com isto, não é?

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