Deu no Blog do Ailton
Por O Santo Ofício | 11 outubro, 2009
“BRIGAM AS COMADRES…”
Por Franklin Jorge
Com a arrogancia e lucidez que lhe são peculiares, o jornalista Ailton Medeiros inaugurou semana passada mais uma rodada de polemica, dessa vez envolvendo alunos do curso de medicina da UnP.
Lendo-o, e aos seus contendores jovens, dispostos (e não menos arrogantes), lembrei-me de Shakespeare e do que ele escreveu em “As Alegres Comadres de Windsor“, que deu aquele filme tão sacal, se não me equivoco, filmado nos anos sessenta. “Brigam as comadres e aparece a verdade…”, eis no que pensei ao ler a penultima polemica que transcrevo abaixo, sem comentários, pois creio que são dispensáveis, pelo menos para os leitores mais atentos capazes de ler tambem as entrelinhas…
Leiamo-los, ao blogueiro e aos universitários:
Por Ailton Medeiros
Este blog, não sei por qual razão, foi invadido por uns bocós que se dizem alunos do curso de medicina da UnP. Sim, os professores lá fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem. E tudo termina em axé music. Mãos à obra. Eles perguntam, eu respondo.
Eduardo Medeiros:
Caríssimo Ailton,
É fato velado a derrubada da Lei de Imprensa nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967.
Portanto, se EU, acadêmico de medicina, quiser “ser jornalista”, serei. Posso afirmar que faria bem menos julgamentos desnecessários como os que foram feitos aqui, e mais, posso concluir que sua frustração pela falta de realização pessoal na vida prejudica, e muito, as pessoas que visitam esse “website” e que julgam o Sr. como “formador de opinião”.
O Sr. deveria envergonhar-se de citar Edward Albee para “enriquecer” essa demagogia que para mim, e todos os acadêmicos de medicina, independente de “particulares” ou “privadas”, é puro resultado do ócio que te consome.
Porém, não se preocupe, quando precisar de um médico, talvez inconsciente, não vai deixar de ser atendido por nenhum dos meus futuros colegas, porque na nossa classe, que é indiscutivelmente superior a sua, nós temos ética.
COMENTÁRIO
Eu, frustrado? Tá me usando como espelho, Eduardo? O que você entende por frustração? Quer um conselho? Olhe-se no espelho. Olhe-se mais uma vez. Percebeu? Não? Procure ler Freud.
Frustração é apresentada pelo criador da psicanálise como “condição do indivíduo a quem é recusada ou recusa que a si mesmo a satisfação de uma experiência pulsional.”
Freud assinalava que os sujeitos se tornam neuróticos em decorrência de frustrações. Não é meu caso, rapaz.
Como me envergonhar de citar Edward Albee? Você queria que eu citasse algum jovem escriba? Ou Diógenes da Cunha Lima? Não, Eduardo, não vou baixar o nível deste blog para ser ”compreendido” por quadrúpedes de sua espécie. Me desculpa, tá?
Como você é calouro aqui, vou repetir, não sou de agradar quem quer que seja por pura simpatia. Quem quiser gostar de mim terá que me aceitar do jeito que sou.
Não escrevo para ser amado. Escrevo porque escrever me ajuda a pensar. Quem precisa ser amado é Roberto Carlos que tem um milhão de amigos.
Já tenho amigos suficientes para ser feliz. E lembrando Millôr, se eu consultasse médicos, já estaria morto há muito tempo. O segredo da longevidade é evitá-los o máximo possível. Minha mãe morreu com 90 anos sem precisar deles. Idem meu pai, com 85.
Arnaldo Fonseca:
Ailton, não fale besteira, na época da ditadura tinhas no máximo 15 anos. Não queira posar de perseguido pelos militares, que é patético. Quanto a ximbica, assino em baixo no que o fernando diz. Ele é truculento não é de hoje. Assiste certa vez no tempo em que o carnaval de Natal era realizado no América, uma briga de ximbica com Ivo Cabeção. Eram os dois valentões mais respeitados da cidade. Foi negócio de doido.
COMENTÁRIO
Arnaldo, a ditadura militar que eu saiba acabou oficialmente em 1985. Fui detido duas vezes por pedir, acreditem, eleições diretas para presidente, liberdade e justiça, a primeira em 1981, a outra dois anos depois.
É verdade que este escriba ainda era um garoto, mas consciente de sua cidadania. Afinal, pecar pelo silêncio quando se deveria protestar, transforma homens em covardes, não é mesmo?
Hugo:
O que eu acho mais engraçado é a gente estar descutindo umas besteira escrita em um blog qualquer, quem é Ailton Medeiros? Ha é um cara que julga o nivel intelectual das pessoas pelo o que elas escutam, quanto embasamente…Boa Sorte na sua mediocre profissão de blogueiro, enquanto eu estarei salvando vidas com o que aprenderei na unp, escutanto a musica que eu estiver afim de escutar…
COMENTÁRIO
Hugo, não sou médico, mas tenho uma vida muito confortável e prazerosa. Já vi os principais músicos do mundo ao vivo e se o meu medo de avião não fosse tão grande, todo ano iria a Paris e Nova York.
Mas me contento com o Rio e São Paulo, os dois únicos lugares onde o Brasil consegue ficar suportável. A propósito, se você, Hugo for tão bom médico como é com a língua portuguesa, tenho pena dos seus pacientes.




3 Comentários
Bianca Marinho on 11 de outubro de 2009 at 13:39.
Tem razão, não precisa de comentários…
Marcelo Costa on 11 de outubro de 2009 at 15:20.
Que nivel é esse??????????
Ana Pedreira on 11 de outubro de 2009 at 15:55.
Ailton pode ser arrogante e pretensioso, metido a besta até, mas está coberto de razão nesta e em outras materias. Leia-se o que ele escreveu e o que escreveram os universitários e tirem conclusões disso… Quem está com a razão?????