UERN: OPINIÃO PÚBLICA QUER INTERVENÇÃO
Por O Santo Ofício | 26 agosto, 2009
Por Franklin Jorge
Mossoró – A longa impunidade que encoraja a atual diretoria da Universidade Estadual do Rio Grande a reincidir em práticas que ferem principios éticos e arrepiam a lei em vigor no país, tem engrossado o coro daquelas pessoas que clamam por uma intervenção do Ministério Público na referida instituição.
Uma intervenção para valer devia começar com o afastamento do promotor Eduardo Medeiros que vem se destacando por sua complacencia em relação a fatos escandalosos que envolvem a UERN e já se tornaram de dominio público, colocando o MPE em maus lençóis.
Além das contratações irregulares, há a manipulação do concurso público que deve se realizar em setembro e que, desde que foi anunciado, provoca desconfiança por causa dos rumores que circulam dentro e fora da comunidade academica a respeito do mesmo.
Embora o seu edital não esteja publicado em parte alguma, os funcionários irregulares que servem e agradam ao vice-reitor, “professor doutor” Aécio Cândido, já estariam fazendo um cursinho preparatório com base no programa do concurso que ainda não foi divulgado oficialmente, o que os colocaria em situação de vantagem em relação aos demais concorrentes.
Recentemente um jovem que fez concurso público em Caicó, para nivel médio, teria sido contratado em Mossoró como técnico de nivel superior, por tratar-se de um protegido do vice-reitor que usa recursos públicos para agraciar pessoas que o servem em caráter particular.
Tudo isto ocorre debaixo das barbas do promotor de Defesa do Patrimônio Público, que não parece tocar-se da realidade e está deixando a coisa correr frouxa e sem a apuração das denúncias que pipocam por toda a parte e que têm visibilidade nesta publicação, pois a imprensa local, por causa de interesses comerciais, tem mantido uma espécie de neutralidade ou, quando obrigada a noticiar amaciam os fatos ou os apresentam de uma forma que “alivia” a responsabilidade dos envolvidos. Tais práticas nos levam a crer que em Mossoró as leis que vigoram no País não são respeitadas.
Leia mais aqui, ainda nesta quarta-feira, sobre o assunto.




7 Comentários
Rogério on 26 de agosto de 2009 at 9:59.
Do jeito que está não pode continuar…
Valéria Marianne on 26 de agosto de 2009 at 10:37.
estamos sendo lesados. os “protegidos” do vice reitor já entram no concurso com vantagens sobre os outros concorrentes. é desonestidade. é corrupção… e o promotor público, que pensa disso?
Andrade Benjamin on 26 de agosto de 2009 at 12:05.
Não vai dá em nada. Fica tudo do mesmo jeito.
Joab on 26 de agosto de 2009 at 13:21.
Admiro um bom texto. Grande jornalista
Julia Rivers Finkel on 26 de agosto de 2009 at 16:10.
Acho interessante a maneira como Franklin edita seus textos. Tenho o que quer dizer. É o respeito que tem pelos leitores que não não poucos… Seu êxito não é gratuito, mas fruto de um constante trabalho. Sinto-me lisonjeada de ler seus artigos: há o esforço de um escritor em busca da perfeição e sinto que esse esforço tem como objetivo homenagear seus leitores.
Marluze Rocha on 27 de agosto de 2009 at 13:36.
O pessoal do MP não causou muito impacto e nenhum pouquinho de preocupação aos funcionários com contratos ilegais na UERN. Não causaram nenhuma preocupação mesmo. Pois já sabem que se trata apenas de uma manobra para enganar os otários. MAS DE UMA COISA PODEM TER CERTEZA: ESTE JORNALISTA FRANKLIN JORGE CAUSOU BASTANTE PREOCUPAÇÃO. A PONTO DE FAZER ATÉ OS PROTEGIDOS A CUMPRIR EXPEDIENTE. SÓ NÃO SEI SE TRABALHA.OU DÃO TRABALHO MAS AGORA CUMPRE EXPEDIENTE. TÁ TODO MUNDO TRABALHANDO.
jacinta P on 27 de agosto de 2009 at 19:31.
Marluze, você fez uma boa observação. O povo está trabalhando mesmo. Ora. até uma coisa que eu “jamé” imaginava já vai se realizar graças a esse blog. Pois, bem. Desde 2004 que uma revista chamada “EXPRESSÃO” deixou de ser publicada. Mas nunca deixou de ter editor. Porém nunca deixou de ser descontada uma taxa de manutensão da revista fantasma. Depois que esse assunto foi mencionado aqui, já ouvi dizer que vão devolver essa taxa retroativo a ultima edição. Os professores pagavam mas nem percebiam e agora vão receber de volta, só foi FJ trazer o assunto a tona.