A ÚLTIMA DA UERN

Por O Santo Ofício | 18 agosto, 2009

Por Franklin Jorge

Natal - A Universidade Estadual (UERN) está administrando o Pro-Jovem, programa social do governo federal, desde 2008, quando promoveu concurso público para contratar professores e pessoal administrativo.

Até aí, tudo bem. Entende-se que uma universidade tenha capacidade para administrar projetos, pelo menos é o que acontece noutras instituições do genero.

Porém, cumprindo a sina de meter-se em situações duvidosas, a UERN começou atrasando em tres meses o pagamento das pessoas que haviam passado no concurso, realizado em dezembro de 2008, e por isso tiveram direito a uma verba de R$ 1.000 durante o treinamento, dinheiro pago tres meses depois da conclusão do aprendizado.

Mas o mau costume tornou-se rotineiro e os salários, propriamente ditos, sempre foram pagos irregularmente, ao contrário do que manda a lei que estabelece uma data certa para pagamentos, geralmente, no serviço público, até o quinto dia do mes seguinte. Durante todos esses meses, apenas o mes de junho foi pago nesse dia. E, embora agosto já esteja chegando ao fim, o mes de julho ainda nao foi pago nem há previsão. Em meses anteriores o pagamento variou: em uns foi pago no dia 20, noutros no dia 25 ou 30 do mes seguinte.

Por que?

Perguntam-se com justa razão os funcionários do Pro-Jovem que não tem a quem apelar, mas desconfiam que o atraso não é do governo federal.

A única certeza que têm é que o problema vem se agravando, pois a má administração do Pro-Jovem péla UERN não se limita apenas à irregularidade do pagamento dos salários, mas ao verdadeiro calvário burocrático a que se submetem todos os meses: tirar certidões negativas para provar que não devem nada aos governos federal e estadual. Uma verdadeira penitencia que põe em destaque o espirito burocrático da administração.

No plano fisico, o projeto também funciona mal. Está instalado em dependencias do CAIC de Parnamirim. Todos reclamam que não há banheiros para professores e alunos e as salas destinadas as aulas estão em petição de miséria. Como se vê, são péssimas as condições de trabalho.

As reclamações se estendem, ainda, à coordenadora administrativa do projeto, de nome Fátima, que é a inação em pessoa e uma verdadeira nazista para cobrar dos servidores e nenhuma capacidade para solucionar problemas. É uma autentica “Pai João” (como costumam dizer dos preguiçosos nossos vizinhos os cearenses).


8 Comentários

Marconio Lira on 18 de agosto de 2009 at 20:26.

Das duas uma: ou o governo federal está atrasando o repasse ou a Uern está manipulando esses recursos. Num caso e no outro, cabe ao MP investigar e achar os culpados. Elementar, não?

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Ozorio F. on 19 de agosto de 2009 at 0:11.

O MP? Ô piada. É a partir de setembro que voçês vão tirar a dúvida de vez em releção a esse MP. Gente, caiam na real que esse orgão faz parte do statu quo. Faz mais de 18 anos que contratos irregulares se renovam por mais de dois anos e sem nenhum critério seletivo e você ainda fala em MP. Mas setembro está chegando. Vamos pedir ao Franklin que em setembro mostre o termo de conduta que foi assinado pelo reitor e as penalidades previstas pelo descumprimento. Essas noticias de corrupção na UERN com o aval do MP deixa a gente desanimado com o futuro da nossa sociedade e joga no lixo todo o sacrificio daqueles que no passado perderam suas vidas por lutarem por uma sociedade justa e democratica. Sou aluno dessa universidade e me sinto revoltado. Eu quero fazer concurso público. Não quero estar bajulando ninguém para arranjar um emprego. Estou estudando para ser um profissional e não um bajulador ou objeto de prazer de quem quer que seja.

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Beto Rique - João Pessoa on 19 de agosto de 2009 at 1:47.

A Uern não se emenda. Parece o Senado: todo dia é uma nova sacanagem.

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Francisco de Assis P. O. on 19 de agosto de 2009 at 11:20.

Mas é isso mesmo Ozório. Sou aluno também. Mas sei que de nada vale estudar para se qualificar para conseguir um emprego bom UERN. Você tem que bajular, ser puxa saco ou objeto de prazer de alguém para conseguir uma vaga. Faça amizade com o Vice como Anibal da propex fez. É mais fácil assim. Como aluno de direito temos que pressionar o DCE para exigir concurso. Ou fale com o Augusto, sei lá.

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Carlos Almeida on 19 de agosto de 2009 at 22:27.

Não é na propex não. É na Pro-peg. Loyola sabe. Eita, curralzão. Pois é, Ozório. Não perca tempo estudando não. É só fazer amizade com a pessoa certa. Pro-pex também tá cheio …..

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Marilia on 20 de agosto de 2009 at 10:44.

Pro-peg ou Prop-pex, a bandalheira é a mesma. É o sexo sendo usado como curriculo para contratações.

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Pedro Alvares on 20 de agosto de 2009 at 15:04.

Vixe, Sei quem é. O Vice é um homem muito bom. Conheceu esse menino pedindo carona. Em pouco tempo em um setor fantasma, já tem oito rodas.

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Prof. Silvia Santos on 23 de agosto de 2009 at 19:32.

Não é para menos, a Proex está sendo dirigida por um professor que sequer sabe o significado do temo “extensão universitária”. E que todos sabem só está lá por sua relação com o vice-reitor (foi aluno do vice e assina embaixo tudo que o vice escreve ou pensa). Enfim, é um incompetente, atrasou o Festuern, dirige mau a comissão de extensão e tem sido um pé no saco dos professores extencionistas da UERN. Milton é uma anta mesmo, acreditar que um sujeito desse entende de extensão, ora bolas.

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