FINALMENTE, O FESTIVAL

Por O Santo Ofício | 24 julho, 2009

Por Franklin Jorge

Martins — Começou, finalmente, o festival gastronomico que este ano tem uma programação cultural paupérrima. Não que fosse de melhor nivel nos anos anteriores, mas esta edição dá provas de evidente esgotamento. Na área de artes plásticas, o nivel continua abaixo da critica: obras sem qualidade reunidas sem nenhum critério.

Um dos problemas decorrem do calote que um dos genros da governadora, Roberto Sena, responsável pela montagem do festival,  deu em trabalhadores locais. Ficou devendo a pessoas que trabalharam em edições anteriores desse festival, divida que ultrapassa os R$ 30 mil reais, um valor significativo para a realidade economica local.

Hoje a tarde estive por algum tempo na mesa redonda sobbre o cangaço na literatura, mediada pelo jornalista Osair Vasconcelos, segundo soube também autor da idéia. Considerei uma penitência, diante da indigencia, por exemplo, de um Gilbamar de Oliveira, quem falou muito e não disse nada. Um tipo que não consegue ser sequer jocoso, apesar da tonelada de tintura que pôs nos cabelos em visivel flagrante com sua idade avançada. Devia ter gasto esse dinheiro com tintura, instruindo-se, comprando livros etc.

Salvou-se Kyldemir Dantas que se municiou de uma vasta bibliografia. No mais, não sei como Honório condescendeu em participar desse engodo. Recursos gastos irresponsavelmente, sem nenhum retorno para a comunidade, que aliás não participa desse festival. 

Retirei-me quando o escritor François Silvestre interviu, defendendo uma tese completamente equivocada: colocou no mesmo patamar figuras díspares como Winston Churchill e Lampião. Para ele, deformado pelo que se convencionou chamar de “cultura popular”, François, o escritor antihumanista por excelencia, ambos seriam heróis ou bandidos. Contestava assim Honório que, respondendo a curiosidade uma moça  que se identificou como sendo do Sudeste brasileiro, queria saber se Lampião era mesmo herói ou bandido, respondeu que “herói era Churchill”;  “bandido, Lampião”… Achei demais  a defesa que François fez de um notório bandido…A proposito, François lança amanhã seu novo livro, o melhor que escreveu até agora, solbre o qual pretendo escrever oportunamente.

 O melhor, mesmo, as nossas aventuras gastronomicas pela cidade com Honório e sua filha, Bárbara. E minhas conversas com os martinenenses ilustres, não pela posição social, mas pela experiencia de vida e sabedoria adquirida pela experiencia. No mais, chegamos ao mais baixo patamar da cultura. Penso que os organizadores desse festival precisam urgentemente repensá-lo. Do contrário, o fracasso será definitivo.


3 Comentários

Marcelo on 24 de julho de 2009 at 21:11.

Só você, Franklin Jorge, para colocar este engodo em pratos limpos. É isso aí!Nota dez, véio.

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Vampiro Vegetariano on 24 de julho de 2009 at 22:54.

Festival gastrômico… de onde? De Natal, é claro! Nunca na vida a cidade de Martins recebeu tanta gente fresca metida a chic…! Desse jeito até a própria temperatura da cidade serrana fica comprometida.

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João Paulo Carkson on 25 de julho de 2009 at 0:53.

É papel do intelectual refutar a fraude. Parabens!

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