DONA LALÁ

Por O Santo Ofício | 22 julho, 2009

Por Franklin Jorge

Martins — Dona Lalá (Laudeci) viveu vinte anos em Brasilia, cidade tentacular onde, segundo afirma com veemencia, filho chora e mãe não sabe.

Lavadeira, trabalhando para hotéis na capital federal, economizou o que ganhava para voltar à sua terra natal, sonho demais de seu marido (Deudesdith), filho e neto de agricultores sem terra ou, como se diz no sertão, de “trabalhadores alugados” pelos proprietários para o plantio e a colheita. Hoje possui, além da pousada bem construida, imóveis e uma terrinha onde o seu marido passa o dia lidando com os animais, plantando e colhendo. Grade parte do que é servido às mesas de sua pousada, uma das melhores — senão a melhor — é produzido por Deudedith, homem ativo e conversador, experiente e prestativo.

O casal tem quatro filhos, duas mulheres e dois homens: Laudeir, que os ajuda nos afazeres da pousada; Laudicélia, professpra do municipio, formado em Letras; Thiago, que trabalha em um supermercado de Martins e David, este o menor de todos, que só pensa em brincar e se divertir na Internet.

Eis uma familia bem estruturada, harmonica e feliz, que encontra no trabalho motivos para viver bem. Voltarei ao assunto oportunamente, como ainda nao pude fazer em relação a cronica que escrevi no Dia do Amigo. Mas, voltarei.


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