NOVOS ARTIGOS DE FRANKLIN JORGE
Por O Santo Ofício | 29 abril, 2009
Da Redação
Até o próximo fim de semana publicaremos em “O Santo Ofício” novos artigos de Franklin Jorge: “O Renan do Supremo”, sobre o ministro Gilmar Mendes; “Um Desastre Chamado Micarla”, sobre a prefeita de Natal; e “Opinião pública contra a UERN” sobre a pressão popular em cima da Delegacia do Ministério do Trabalho, em Mossoró, que a tirou da inércia, levando-a cobrar do reitor Milton Marques o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta -TAC em relação aos contratos provisórios que chegam a 70% do quadro de servidores da Universidade Estadual [UERN]. Uma situação que perdura há 18 anos.
A série de matérias publicadas aqui sobre a UERN, nas últimas semanas, provocou uma onda indignada de protestos, inclusive proveniente de outras regiões do País. Apesar da gravidade do caso, a imprensa norte-rio-grandense deixou passar sem comentário a esdrúxula situação que afronta a lei e os contribuintes.
O jornalista Franklin Jorge está agendando entrevistas com o Delegado do Trabalho, com o Promotor de Defesa do Patrimônio e com o reitor da UERN, atendendo a inúmeros pedidos oriundos de e-mails, telefonemas e comentários inseridos nas matérias referentes ao caso, que podem ser lidos nos Arquivos deste blog.




26 Comentários
Danilo O. Jr. on 29 de abril de 2009 at 18:17.
Parabéns para o Franklin Jorge. A verdade quando vem à tona surte, inexoravelmente, efeito. Depois deste blog, um novo capítulo está se iniciado na UERN e o desenrolar natural dos fatos , como sempre, colocando os vilões nos seus devidos lugares na História da humanidade.
Ciro Fernandes on 29 de abril de 2009 at 18:49.
Ficaremos aguardando as entrevistas, eu e os muitos que deixaram comentários nas matérias sobre a UERN. Você está prestando um grande serviço à comunidade norte-riograndense, levando a tona esse assunto que nenhum outro jornal pareceu sequer ter tomado conhecimento da insperça do TCE na UERN (com excessão do Jornal de Fato, que embora tenha publicado a matéria num domingo e retirado do site rapidamente, fez corajosamente uma matéria sobre o assunto). No Brasil, e em particular, em nosso estado é fácil entender porque existe tanta corrupção no serviço público. Basta olhar com mais atenção o comportamento da imprensa. Ela nunca fala o que desagrada pessoas como o “Cidadão Kane de Mossoró”, é ridículo ouví-la falar em “jornalismo verdade”, “a notícia imparcial”, ou outra baboseira desse tipo. Taí o escândalo da UERN provando o contrário. Queremos ver “jornalismo verdade” DE VERDADE, e nisso você está bem a frente da imprensa de Mossoró e Natal, meu caro Franklin. Parabéns, continue assim e vamos lê-lo todos os dias. Como contribuinte eu lhe agradeço.
Ciro Fernandes on 29 de abril de 2009 at 18:59.
Desculpem, mais não posso deixar de citar o paralelo:
Assim como o Cidadão Kane do filme de Orson Welles não conseguiu ser governador do estado, o “Cidadão Kane de Mossoró” não chegará a prefeito da terrinha, dado a sua participação no escândalo dos contratos provisórios na UERN. Com essa prova de total irresponsabilidade no trato com o bem público, imaginem um homem como esses numa prefeitura? Deus livre os mossoroenses.
Ana Maria Espíndola -Natal on 29 de abril de 2009 at 21:53.
A cada dia cresce o conceito deste blog que veio preencher uma lacuna no jornalismo potiguar. Tenho acompanhado tudo o que o jornalista Franklin Jorge tem publicado sobre a Uern. São revelações chocantes que mostram o nivel de corrupção que vigora numa instituição acadêmica mantida com o dinheiro dos nossos impostos. Fiquei estarrecida ainda com a omissão da imprensa local, que em 18 anos nunca percebeu a farra dos contratos provisórios e a conivência da Delegacia do Trabalho de Mossoró que tem se mostrado incapaz de fiscalizar o cumprimento de termos que ela mesmoa impôs a Uern. Esse incapacidade de agir da Delegacia do Trabalho de Mossoró dá margem a muitas suposições. Parabenizo ao jornalista Franklin Jorge que trouxe ao conhecimento do público, corajosamente, fatos tão deploráveis que comprometem a honorabilidade da instituição acadêmica e do Ministério do Trabalho que mantém como delegado em Mossoró funcionário tão relapso, para não dizer outra coisa.
José Mota Leite on 29 de abril de 2009 at 21:59.
Só sendo coisa de Mossoró!
Renata on 29 de abril de 2009 at 22:08.
Na prefeitura também tem contratos provisórios. Nada comparado ao número que tem na UERN, é verdade, mas tem também. Se Milton Marques for prefeito (que Deus nos livre), com certeza esse número deve aumentar muito, pois ao que tudo mostra, ele detesta um concurso público, emprega como se tivesse na iniciativa privada. Deve ser a experiência (ou seria mal costume?) do longo tempo dedicado ao privado, usando o público só como bico.
Raimundo Fernandes on 30 de abril de 2009 at 7:03.
Sempre tiver o MP em boa conta, haja visto a forma como tem agindo contra prefeitos corruptos no Brasil e aqui mesmo no RN. O caso dos contratos provisório na UERN por tanto tempo revela uma outra face do MP-RN. É inconcebível a conivência do MP com essa situação por todo esse período e não se pode admitir, sob nenhuma hipotése a continuidade desse absurdo num órgão do estado, pago pelo contribuinte. Contribuinte que muitas vezes sofre em filas de hospitais, para matricular seu filhos em escolas, com segurança pública, dentre outras mazelas do estado, em tem de manter um orçamento de um Instituição o qual já passa de 120 milhões, e vê-lo ser utilizado desse modo. Esses reitores, em particular o atual, que descumpriu o acordo com o MP e continua impune, deviam pensar um pouco nisso (isso sim é um verdadeiro problema social). Não podemos tolerar a inoperância do MP e da Delegacia do Trabalho, declaradamente diante desse que já é o maior escândalo do estado (talvez até do país) no tacante a contratações irregulares no serviço público.
Fábio Árias Pérez, de Porto Alegre on 30 de abril de 2009 at 22:37.
Se o jornalista Franklin Jorge escrevesse nos Estados Unidos, onde a Imprensa merece o respeito da opinião pública e direciona as decisões do governo, ganharia o “Prêmio Pulitzer” por trazer a público tamanho escândalo, envolvendo a Delegacia do Ministério do Trabalho em Mossoró neste caso dos contratos provisórios que duram há 18 anos na UERN, uma universidade mantida com o dinheiro dos lesados contribuintes potiguares. É um assalto ao fruto do trabalho de pessoas honestas, para manter uma corja que aparentemente se locupleta à revelia da Lei. Admira que a governadora do estado, sendo professora universitária, de acordo com sua biografia que li em algum sitio da Internet, consinta nesse crime contra o patrimonio, pois não é possivel que ela, pela cargo que ocupa, não tenha até o momento tomado conhecimento de fatos tão deploráveis que exigem uma investigação rigorosa e punição exemplar. Esse silencio em torno de assunto tão grave é a prova de que no Brasil a impunidade compensa. – E muito! Acho porém que estou repetindo aqui o que outros disseram de melhor forma.
Eveline Arruda - Rio de Janeiro on 30 de abril de 2009 at 22:40.
parabéns pela qualidade e audiência deste blog!
Telma Teixeira on 1 de maio de 2009 at 7:35.
Éclaro que não somente a governadora, como também seus antecessores, sabem da irregularidade. O que lhes falta é compromisso com seus eleitores e com o dinheiro público. Pessoas como o reitor e a governadora são farinha do mesmo saco. Não foi à toa que o reitor se filiou ao partido dela. Deve haver um esquema montado dentro da UERN, onde talvez estejam envolvidos reitoria, governo e delegado do trabalho, e não me admiraria se esse esquema passasse pelas eleições para o governo. Mossoró é o segundo maior colégio eleitoral do estado e a UERN é o maior cabo eleitoral da região, que engloba outra grande cidade como Pau dos Ferros. É preciso investigar a existência ou não desse possível esquema (olhem os gastos da UERN em época de campnha) e a possível participação de outros setores do governo, afinal são mais de 120 milhões de reais em jogo (dinheiro nosso, é claro). E lembrem, cada contrato provisório é um boneco do reitor, e consequentemente, é um cabo eleitoral da governadora.
Danilo O. Jr. on 1 de maio de 2009 at 10:38.
Faz muito tempo que a imprensa “formal” mossoroense se omite, e porque não dizer – mascara a corrupção, e mais especificamente, o nepotismo na Universidade “do estado” do Rio Grande do Norte. Sim! Entre aspas porque parece ser pública, mas pública mesmo, somente a verba que sustenta essa política interna. A questão é: por que a referida imprensa se omite tanto? Entre várias alternativas para esta pergunta é que a “coisa” é como se fosse crime relatar o crime. Isso é uma verdadeira INVERSÃO de valores. Já pensou uma sociedade com valores inversos? Só dá no que dá: Uma UERN da vida.
No entanto, essa mesma imprensa enche suas páginas com notícias de crimes bem menores, cometidos por cidadãos marginalizados e indefesos. Mas que imprensa COVARDE e sem credibilidade!!! É como vovó já dizia: “esse povo côa um mosquito e deixa passá um elefante” Sábia, né não???
Com certeza o jornalismo do Franklin Jorge merece o reconhecimento de leitores com princípios éticos inclinados para o ideal do bem social e da conduta do ser.
Afonso Freire on 1 de maio de 2009 at 10:42.
Não há dúvida que há um esquema criminoso montado na Uern para beneficiar politicos e reitores corruptos. O que admira no caso é a omissão de setores acadêmicos – leia-se a oposição derrotada nas últimas eleições para reitor – não tenha se manifestado de maneira tão clara durante a campanha, mostrando ao público os subterrâneos da instituição mantido com nossos impostos. É corrupção, sim, e da grossa, não é dr. Milton? não é dona Wilma?
Zuca Praxedes, Capim Macio on 1 de maio de 2009 at 11:30.
O silêncio da imprensa sobre a UERN mostra seu nivel de alheamento da realidade. Como tem dito tantas vezes o jornalista Franklin Jorge em seus ensaios antológicos sobre a “morte do jornalismo”, a imprensa abdicou de sua condição de advogada da cidadania para cúmplice do sistema. Foi esse servilismo que decretou a morte de um periódico tradicional como o “Diário de Natal”, transformado depois de mais de 70 anos de atividades num panfleto, ou como se diz em Natal, num “jornal da Zona Norte”:um jornal de bairro sem expressão nem credibilidade. O futuro do jornalismo está na Internet, tratado com responsabilidade por jornalistas como Ipojuca Pontes, Eliane Cantanhede, Lúcia Hipólito, Noblat,Cláudio Humberto e mais uns poucos. No RN, parece que FJ é um desses poucos nomes que sobreviverão.
Ismênia on 1 de maio de 2009 at 12:38.
Uma coisa horrorosa bem característica da República de Mossoró!
Marcelo Mesquita- Curitiba on 1 de maio de 2009 at 16:49.
São casos como este da Uern que nos fazem desacreditar da força da Lei e da competencia de seus serventuarios. Essa omissão da Delegacia do Trabalho mancha a instituição. Cadê a Defesa do Patrimônio?
Adalice F. Leão on 1 de maio de 2009 at 16:51.
Congratulo-me com com os 77.760 acessos deste Blog.
Allan Siqueira de Moura on 1 de maio de 2009 at 17:14.
77.800 acessos é uma marca invejável e mostra a popularidade desta publicação virtual, mas muito concreta na maneira como apresenta os fatos, sem tergiversar e sem vaselina, conquistando para o seu editor o renome de que se faz merecedor por estar sempre ao lado dos interesses dos leitores que anseiam por boas e verídicas informações. Venho acompanhando com interesse esses artigos sobre a UERN uma instituição acadêmica da qual se esperava que desse bons exemplos, pois tem a função se formar jovens para a vida produtiva. Fico imaginando que tipo de profissional pode sair de um antro desses onde todos os valores que aprendemos são violados, com contratos provisórios que asseguram a manutenção do status quo e um vice-reitor que se apropria da produção dos alunos e publica sob o seu nome… É inacreditável!
Allan Siqueira de Moura on 1 de maio de 2009 at 17:29.
Peço corrigir: me equivoquei ao escrever o numero de acessos.
Ronaldo on 2 de maio de 2009 at 12:33.
Estou me coçando para ler as entrevistas com o delegado do Travbalho, o promotor da Defesa do Patrimonio e – tan tan tan! – com o impagável reitor Milton Marques! que o jornalista Franklin Jorge está protegendo.
Rafael on 2 de maio de 2009 at 17:53.
A oposição na comunidade acadêmica da UERN virou piada, frente a esse reitor que compra tudo e todos. Uma nova oposição precisa nascer. Pessoas que tradicionalmente faziam oposição a esse mesmo grupo que está no poder a mais de 20 anos, que criou essa aberração dos contratos provisórios, passaram para o lado de lá. Os diretores do Campus de Caicó, da FAFIC, da FANAT e outros professores que se diziam “oposição”, não só votaram, como fizeram campanha para os atuais reitore e vice. Por quê? Vejam a distribuição dos cargos que já começaram a acontecer e a que se desenha para a próxima gestão. Com excessão de poucos bravos, muita gente “oposionista” se vendeu e vai se vender ao cidadão Kane. Sem uma oposição séria, a comunidade acadêmica não vai resolver o problemas dos contratos provisórios, porque o reitor senão compra todos, compra a maioria. Se não se formar uma oposição de verdade, com pessoas sérias (não esses dinossauros que só sabem falar de uma oposição do passado), somente um intervenção externa pode resolver o problema, os diretores comprados mostram isso.
Edite Couto on 2 de maio de 2009 at 23:08.
Na verdade, de uma ou outra forma, todos querem ter alguma pequena ou grande vantagem…
Boy Detonação on 2 de maio de 2009 at 23:10.
Quantos são os contratos provisórios da Prefeitura de Mossoró, minha gente!
Valério Rola on 3 de maio de 2009 at 0:16.
Durante a campanha da reeleição do reitor e seu vice a oposição botou só parte da cabecinha de fora. Tímida ou medrosa, perdeu uma bela ocasião para botar os fatos em pratos limpos.Quero acreditar que ela, a oposição, já sabia de todas essas coisas que agora denuncia com tanto estouro. Sabia da conivência da Delegacia do Trabalho, deixando pra lá a cobrança do cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta e outras coisas mais. Agora com Inês morta e o leite derramado, mais esse escarcéu, mais essa arizia… Não dá pra entender o que quer essa gente.
Danilo O. Jr. on 3 de maio de 2009 at 10:41.
É isso mesmo Valério. Você tem razão. Que oposição é essa? Mas, com oposição ou sem oposição o fato é que o crime contra os preceitos da constituição brasileira existe e deve ser resolvido por quem é de direito fazê-lo. A final de contas, essa estória já está indo longe de mais…..
Rafael on 3 de maio de 2009 at 19:10.
Oh pessoal, o rieotr passou a vida toda cuidando do patrimônio dele e usando a UERN como bico. Ele sempre teve somente vinte horas (o mínimo) na UERN. Agora que está para se aposentar, mesmo depois de fazer o charminho com a imprensa, que ele comprou, resolveu ser reitor. Por quê: para incorporar uma gratificação de R$ 10.000,00 reais no salário. Não é somente o vice-reitor que quer incorporar os mais de R$ 5.000,00 de gratificação, não. O reitor também quer os R$ 10.000,00, além, é claro de poder posar junto com a governadora e políticos da região. Oh ego! Coisa típica de burguesia provinciana, pegando as migalhas que caem da mesa dos poderosos… que humilhante.
Danilo O. Jr. on 10 de maio de 2009 at 18:44.
Estou aguardando as entrevistas, principalmente a com o corpo docente da faculdade de direito dessa universidade. Só não me venha com racionalização como mecanismo de defesa. A racionalização, em psicanálise é um argumento capcioso para “levar a vítima na conversa”. O Dr. Milton pode explicar isso também. Porém, melhor, eu tenho minhas dúvidas.