HONÓRIO AUTOGRAFA NESTA QUARTA-FEIRA
Por O Santo Ofício | 26 abril, 2009
Por Franklin Jorge
Honório de Medeiros, que escreve aqui às sextas-feiras, autografa seu novo livro “Justiça versus Segurança Jurídica” [Editora Sarau das Letras, Mossoró], dia 29, às 18 horas, na Livraria Siciliano, Shopping Midway. São artigos e ensaios curtos, originalmente publicados na Internet, versando sobre tema específico.
Professor de Filosofia de Direito da Universidade Potiguar [UnP], eis aqui fragmentos da entrevista que concedeu a este “O Santo Oficio”, no qual vem publicando, em capítulos semanais, sobre “O RN no Tempo do Coronelismo”. Sobre o livro que está sendo lançado nesta quarta-feira, explica:
O Santo Oficio – Que vem a ser “Justiça versus Segurança Jurídica” ?
Honório de Medeiros — “Justiça versus Segurança Jurídica” é um conflito aparente. Concretamente não há essa dicotomia como opção para o cidadão. Justiça é algo que, em si, não existe, somente surgindo enquanto ambição criativa do Homem; Segurança Jurídica é um estratagema de dominação construído pelas elites que dirigem, em um certo tempo e um certo lugar, um aparato legal de controle social.
O Santo Ofício – Que contribuição pode dar um intelectual ao mundo em que vivemos?
Honório de Medeiros — O intelectual lida, basicamente, com abstrações. Quem, hipoteticamente, não o é, literalmente põe a mão na massa, entendida esta como o produto de sua força do trabalho. Em ambas, não é o resultado do trabalho em si que importa, mas, sim, o que se há de fazer com ele. Ou seja: quais as consequências dos meus atos? Trata-se de um questionamento ético. Esse é o maior exemplo, tendo em vista a natureza abstrata da contribuição do intelectual. Agir de acordo com uma máxima simples, como o imperativo ético de Kant, já significa um avanço. Lutar para que esse agir seja maximizado, se tornando uma realidade social, me parece uma grande contribuição que um intelectual pode dar para o mundo no qual vivemos.
O Santo Oficio – Para onde vai o mundo?
Honório de Medeiros — Não sabemos para onde o mundo vai. Como o determinismo é uma crença, nunca seremos capazes de predizer o futuro, principalmente quando somos responsáveis por construir, cada vez mais, variantes teóricas inesperadas que interferem diretamente na massa de conhecimento já existente, originando caminhos inesperados e surpreendentes. Muito embora sejamos levados a crer que o sol nasça todo dia, e isso venha acontecendo há milhares de anos,nada impede que amanhã somente haja escuridão e destroços. Podemos ousar, no entanto. E propor sonhos. E crer neles. E agir para que esses sonhos se tornem algo concreto embora fugaz.




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