SÓ RINDO PRA NÃO CHORAR…
Por O Santo Ofício | 10 março, 2009
Por Franklin Jorge
MOSSORÓ – Li, com incredulidade e estarrecimento, numa folha local, que há uma gerência de trânsito em atividade nesta brava e valente cidade de Santa Luzia. Quem diria…
Ora, nada mais parecido com um boato do que esta noticia incrível para quem aqui vive e desvive em situação de permanente risco, justamente pela inexistência em termos práticos e visíveis de uma gerência de trânsito. E agora, em meio ao lamaçal, esse boato…
A rigor, não há tal. Pelo menos para quem não é parvo e se depara a cada instante com o caos que anda solto nas ruas de Mossoró, a segunda mais importante cidade do estado, e que se manifesta [o caos, bem entendido...] de maneira folgada na falta planejamento de um sistema que reproduz em todos os níveis da administração pública o samba-do-crioulo-doido [que deveria ser em verdade o pagode-do-branquelo-rosado], o que inclui sobejamente as calçadas irregulares ou transformadas em estabelecimentos comerciais a céu aberto, como os esgotos sórdidos que infeccionam mesmo as vias centrais, dando-nos a impressão de que a prefeita não circula há muitos anos pela cidade e ignora a petição de miséria em que se encontra, esquecida pelos poderes legais.
Semelhante estupor senti, ainda, recentemente, enquanto bebericava um cafezinho e ao folhear o jornal oferecido pela simpática moça da cafeteria, deparei-me com uma entrevista da ex-vereadora Isabel Montenegro falando de ética [sempre os jornais como correios das más noticias e do absurdo que contamina o nosso dia a dia em sua faina inquietante]. Um desplante, pois ética na boca de Isabel é vitupério! Tanto é que o povo a deletou da Câmara, mas em compensação colocou lá cada tipo que só vendo! É por isso que já se canta um musiquinha pedindo a volta do Júnior Escóssia, benza-o deus!
Além disso não há leis em Mossoró que ordenem sobre os ruídos. Não conheço estatística sobre a saúde auditiva dos mossoroenses, mas pela alta voltagem com que os aparelhos de som são usados, através de carros de propaganda e de equipamentos adicionados aos carros de passeio pertencentes a particulares, fica a impressão de que as pessoas escutam mal ou não ouvem bem.
A prefeita Fafá Rosado precisa cuidar melhor dos nossos tímpanos, posto que é enfermeira de profissão e não deve ignorar os danos que os ruídos incontrolados podem causar às oiças dos cidadãos! A não ser que ela própria, que tem se mostrado surda aos apelos e às demandas sociais, desconheça a crua realidade que infelicita Mossoró e que naturalmente não lhe bate à porta bem guardada por serviçais obviamente pagos pelos contribuintes.




5 Comentários
Telmo Varela on 10 de março de 2009 at 9:48.
Este artigo é a pura realidade. Mossoró é este caos que o jornalista descreve, só que multiplicado pela incompetência desta e de outras administrações que deixaram a cidade chegar a esta situação de miséria: miséria ambiental, urbanística, cultural, social, administrativa… Precisaríamos de muitos outros jornalistas como Franklin Jorge para ajudar com a sua critica a colocar tudo isto nos eixos.
Boy Denotação on 10 de março de 2009 at 19:22.
Adorei essa: o pagode-do-branquelo-rosado! Isto vai dar forró, samba, funk… E muita pauleira, cumpade.
anonimo on 10 de março de 2009 at 21:30.
Ah, meu amigo só sendo lá de dentro pra saber o que é samba rosadista. Isto não é de hoje, é de muito tempo. Mas, o povo, o povo…sim aqueles que elegem esse sambsitas, roqueiros, funqueiros, apgodeiros, enfim, deveriam pelo menos criar um pouco de senso crítico e escolher pelo menos uma boa musica!!
JoãoEdmilson Alves on 11 de março de 2009 at 15:29.
Cadê o Pagode do Branquelo Rosado? Estou me coçando pra ler… Manda brasa,meu velho!
João Madeira on 12 de março de 2009 at 19:26.
V. e todo o RN chorariam de verdade se conhecessem os porões e as camarinhas deste governo fafazista. V. não conhece o Guguzão…