‘BOLSA-VASELINA’ INSPIRA POETA POPULAR
Por O Santo Ofício | 22 fevereiro, 2009
Por Franklin Jorge
O governo do presidente Lula bota o seu bloco na rua através de decisão do Ministério da Saúde, adquirindo gel lubrificante para “reduzir os danos” nas relações sexuais anais. A medida, com algo de troça carnavalesca, revoltou muita gente, mas inspirou o poeta popular Miguelzinho de Princesa, que, com muita graça, compôs o cordel “Bolsa-Vaselina” que ultrapassou nossos limites geográficos e está dando o que falar, até, no exterior. Enfatizando assim a cultura do pitoresco que tanto empolga aos turistas e aos brazilianistas.
A verdade nua e crua é uma só: além de dar o que falar aos brasileiros, o talento de Miguezim de Princesa ultrapassou nossas fronteiras. E, segundo noticia divulgada na imprensa nacional, seu trabalho será objeto de estudo do Trinity College (EUA), por iniciativa de Eric Galm, pesquisador de música brasileira e professor de etnomúsicologia, que escreve um livro sobre essa expressão de cultura popular no Brasil. Leia-se abaixo os versos do cordelista:
BOLSA-VASELINA
O Governo da Nação
Resolveu, virando os olhos,
Gastar mais de R$ 1 milhão,
Doando para os viados
Bolsa-lubrificação.
I
Quem tem o seu pode dar
Da forma como quiser
Seja feio, seja bonito,
Seja homem ou mulher,
E tem de agüentar o tranco
Da forma como vier.
III
O Governo Federal,
Que em tudo quer se meter,
Decretou que o coito anal
Tem mas não pode doer
E o Bolsa-Vaselina
Surgiu para socorrer.
IV
Quinze milhões de sachês:
A farra está animada!
Vai ter festa a noite inteira,
Até mesmo na Esplanada,
Sem ninguém sequer sentir
A hora da estocada.
V
Coitada da prega-mãe,
Vai perder o seu valor,
Pois é ela quem avisa
Na hora que aumenta a dor
E protege as outras pregas
De algum violentador.
VI
O governo quer tirar
Do gay a satisfação,
Como mulher sem praze
(Fonte de reprodução),
Porque tanta vaselina
Vai tirar a “sensação”.
VII
- É para reduzir danos
- Defende logo um petista.
Porque na hora do coito
Dá um escuro na vista
E a dor é tão profunda
Que eu sinto dó do artista.
VIII
- Mas tu já desse, bichim?
- pergunta Zé de Orlando.
O governista sai bravo,
Dando coice e espumando,
Pega o “rabo de cavalo”
E sai no dedo enrolando.
IX
O Brasil é mesmo assim:
Prostituta tem prazer,
Vagabundo tira férias,
Se trabalha sem comer
E quem dá o ás-de-copas,
Dá mas não pode doer.
X
O governo resolveu
Dar bolsa pra todo mundo
E criar um grande exército
De milhões de vagabundos
Só faltava esta bolsa
De vaselinar os fundos.
Para alguns, em alguns momentos o poeta pode ter sido “politicamente incorreto”, ao abusar de expressões chulas tão gosto popular. Não preciso citá-las. Porém, considerando-se a grave situação do País, está o poeta paraibano Miguelzinho de Princesa certo numa coisa: o governo petista está botando, sem dó nem piedade, no povo brasileiro.




6 Comentários
Gustavo Rosa on 25 de fevereiro de 2009 at 12:33.
Realmente Lulinha está botando no povo brasileiro em climam de folia.
POETA ANÔNIMO on 25 de fevereiro de 2009 at 13:42.
ESSA BOLSA VASELINA
PRA MIM NÃO PODE FALTAR
NESTA TROÇA QUE ANIMA
A FOLIA ANALBUCOVAGINAL
Jório Silva on 25 de fevereiro de 2009 at 13:43.
Eita governo bundão!
Maria de Lourdes Costa - Centro on 25 de fevereiro de 2009 at 16:02.
Só pode ser uma piada! Você está falando sério? Criaram mesmo essa “bolsa vaselina”???
Isaura Leite - Alto da Conceição on 25 de fevereiro de 2009 at 19:14.
O cinismo do governo petista chegou a este ponto. Uma prova que que daqui pra frente tudo irá de pior a pior, como a cantiga da perua.
Hercílio Dias on 2 de março de 2009 at 11:09.
Piada, mas de péssimo gosto.