GrandeAngular:entrevista polêmica com Paulo Chaves

Por O Santo Ofício | 23 janeiro, 2009

Da Redação

O poeta, crítico de arte, tradutor e jornalista Paulo Azevedo Chaves, um dos nomes mais importantes de sua geração em Pernambuco, é o entrevistado da quinzena na seção “Grande Angular”. Trata-se de uma transcrição autorizada, originalmente publicada em INTERPOÉTICA.COM,um dos mais importantes sites culturais do país, editado no Recife por Cida Pedrosa e Sennor Ramos.

Entrevistado por Raimundo de Moraes, poeta, cronista, jornalista e colunista do referido site, Paulo A. Chaves faz revelações surpreendentes, como a reproduzida a seguir:Quando minha mãe morreu, no início dos anos 90, fui morar na mansão familiar da Rua Amélia 304, nos Aflitos. A casa era conhecida como “Casa Azul” simplesmente porque era pintada de azul. Nessa época, resolvi transformar o imóvel num ateliê permanente (na parte dos fundos) usando outros espaços para encenações teatrais e recitais de poesia. Ali, nas noites em que havia algum evento colocava uma escultura em madeira de Pedro Índio, de uns 40cm de altura, bem na entrada do jardim visível a quem passasse na calçada. Ela representa um homem se masturbando, o pau grande e grosso seguro por uma das mãos. (Ainda tenho essa escultura na sala da casa onde resido hoje). As apresentações teatrais contavam com a participação de alguns diretores conhecidos, como José Manoel, e atores jovens como Márcio de Morais e Pedro Dias. Às vezes encenava espetáculos eróticos, com os atores inteiramente nus. No balcão do bar, logo na entrada da casa, nas noites festivas, ficava Carlos (um michê bem dotado com quem eu transava na época). Ele servia bebidas (e bebia) vestindo apenas uma capa negra sobre o corpo branco e musculoso. No rosto usava uma extraordinária meia-máscara com um chifre vermelho saindo da testa. Obra de um artesão famoso de Olinda, Moser. Ainda hoje não entendo como não fui denunciado à Polícia e a casa não foi apedrejada pelos vizinhos…  Em 93 ou 94, coincidindo com minha demissão do Diário (os jornais na época estavam diminuindo os espaços destinados às artes visuais e à literatura), a Casa Azul foi vendida e mais um ciclo se fechou em minha vida”.LEIA MAIS EM WWW.FRANKLINJORGE.COM


3 Comentários

Socorro Medeiros - Brasilia on 23 de janeiro de 2009 at 12:13.

Li essa entrevista. Chocante. O repórter é muito bom e soube extrair, do entrevistado, a essência de sua alma. Achei boa essa idéia de divulgar no blog o que está sendo publicado no site.

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Pedro Dias da Costa on 16 de setembro de 2010 at 6:33.

Mensagem: parabéns, pela bela materia com o meu amigo paulo azevedo chaves. gostaria muito em entrar em contato pessoa que eu tenho muito carinho.

Paulo, beijos, abraços e muita saudade!

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Elmano on 2 de janeiro de 2012 at 22:42.

Não consegui acessar o texto completo da entrevista.

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