NAVEGANDO NO PLANETA VIRTUAL
Por O Santo Ofício | 9 agosto, 2008
Por Franklin Jorge
Comunico em primeira mão aos leitores deste blogue que estou estreando na Internet o meu próprio site. Não bastasse o fato de ter criado e editado em 2000 a primeira revista virtual do Rio Grande do Norte, fui daqueles que, entre nós, desde o principio, sempre desde o acreditou no futuro da Internet como uma mídia barata e por excelência democrática. Tanto quanto creio que os jornais impressos, para sobreviver, precisam adaptar-se às novas realidades criadas pelas mudanças impostas por uma tecnologia high-tech que criou novas categorias de leitores que não mais se contentam com a mera usufruição passiva do texto.
Quem acompanha meus passos no jornalismo deve ter ouvido ou mesmo acessado Navegos.Net, uma revista que conseguiu reunir em suas páginas uma plêiade de jornalistas, escritores, fotógrafos, desenhistas e editores-contribuintes capazes de formatar um produto que se prejudicou por ter se antecipado no tempo. Naquele tempo a internet não era tão popular e os internautas tão numerosos. Não havia então interesse em anunciar em um meio que à primeira vista parecia por demais elitista e aparentemente incapaz de atingir o grande público que hoje lota as lan houses nos mais recônditos rincões do planeta.
Em menos de uma década a Internet se tornou parte do cotidiano de milhões de brasileiros, um dos países que têm o maior numero de internautas. Tenho visto a força desse novo meio avassalando jovens e velhos, que encontram na Internet uma fonte de cultura, pesquisa e entretenimento acessível e barata. Em Martins – por exemplo — e noutras cidades do mesmo porte as lan houses estão resgatando o velho hábito da caderneta antes privativa das bodegas e quitandas que fiavam a mercadoria aos seus clientes que cultivavam o hábito de pagar a conta no fim do mês. É com um ouvir-se nesses lugares garotos dizendo aos proprietários das lan house que podem anotar o serviço, com a autorização de pais e responsáveis, que preferem pagar a conta no final da semana… Uma hora numa lan house custa infinitamente menos do que uma sessão de cinema.
Pois bem, quem tem o hábito de ler o que escrevo, pode agora ler-me também na Internet, num site no qual pretendo exercer sem nenhuma espécie de pressão sobre os fatos do dia a dia, nesse estilo que me caracteriza e que pode ser canhestro, mal escrito, desprovido de cultura e talento, mas é intrinsecamente meu. Escreverei neste site que batizei com o meu nome [www.franklinjorge.com] sobre os temas que me encantam, como o povo anônimo do Rio Grande do Norte, as pessoas que conheci, os livros que li e os autores que admiro, lugares e fatos do passado e do presente que considero memoráveis e dignos de regisgtro, sempre sem me abastardar nem ceder a interesses espúrios, pois entendo o jornalismo responsável como uma advocacia popular. E, cá entre nós, prometo-lhes não perder de vista os calcanhares dos políticos. Especialmente dos maus políticos. Acessem, sem delongas, www.franklinjorge.com.




Viva voz