ALGUMAS PALAVRAS

Por O Santo Ofício | 31 julho, 2008

Por Franklin Jorge

 

 

 

Disse o filósofo e pesquisador Pierre Lévy que o advento da Web e a facilitação do acesso à Internet se tornou uma pungente realidade, através da qual vivenciamos novas maneiras de pensar e conviver fora do controle de grupos políticos e econômicos que usam a informação em favor de seus próprios interesses e em detrimento da sociedade. Isto explica o baixo interesse do leitor pelas mídias tradicionais, como o jornal impresso, geralmente atreladas a corporações que atuam em causa própria e, às vezes, sem nenhum respeito à cidadania e à inteligência dos que buscam a informação de qualidade.

 

A verdade é que ninguém mais pode prescindir do uso da Internet, cada vez mais presente na vida das pessoas, independentemente do nível social ou cultural do usuário que busca um meio que oferece a um simples toque uma rede que cobre toda a terra a um preço inferior ao exemplar de um jornal impresso.

 

No Brasil, por exemplo, já somos 41 milhões de internautas conectados regularmente, em sua maioria à procura de informação, entretenimento e negócios que podem ser contratados sem que ao interessado seja necessário sair de casa, sem estresse e sem submissão ao azar das circunstâncias. De baixo custo e fácil acesso, tornou-se a Internet um meio capaz de modificar o comportamento das pessoas e a maneira pela qual, antes, víamos o mundo.

 

Como instrumento de pressão, realmente democrático, a Internet foge ao controle das grandes corporações e se consolida a cada dia como uma ferramenta à serviço da democracia. Sua influência já se faz sentir, inclusive, na formulação de políticas públicas, por seu grande poder de mobilização de grupos e por fugir ao controle dos detentores do poder. Pode-se dizer, sem exagerar, que o mundo mudou após a criação dessa grande rede formadora de opinião.

 

Para o jornalista que pensa e põe em dúvida, em seu afã de bem informar, a Internet tornou-se o meio de comunicação por excelência, ao dispensar a intermediação de terceiros, mas também pela rapidez e eficiência com que chega ao destinatário da informação – o leitor ávido de qualidade que quer saber mais do que os mostram os noticiários impressos, geralmente produzidos segundo uma perspectiva que subestima ou menospreza a interpretação e a análise. Como um veículo que tem a sua própria dinâmica, a Internet proporciona, ao jornalista que se empenha em transcender a circunstância, as condições necessárias para o pleno exercício de um – chamemos assim – jornalismo de autor, mais analítico e interpretativo.

 

Eis-me aqui, portanto, para dar vida a este espaço que pretende ter a minha cara, um pouco mais velha e enrugada do que quando comecei, mas sempre a mesma, por todos reconhecível. Este blogue faz parte de um projeto mais abrangente, através do qual pretendo dar visibilidade ao trabalho jornalístico e literário que tenho realizado e pretendo realizar ainda, para que todos possam refletir, ao ler-me, sobre o modo pelo qual aproveitei o meu tempo, criando e agindo, como cidadão, escritor e jornalista que busca na crise o esclarecimento e a solução dos problemas.

As colaborações são bem vindas, pois uma das características mais notáveis dessa mídia revolucionária resulta, justamente, da interação e da pluralidade de idéias que suscita e faz de cada ser pensante um exemplar precioso e único.


8 Comentários

Lilian Abby on 1 de agosto de 2008 at 14:05.

Oi Franklin,

PARABÉNS pelo seu blog, está muito legal.
Estamos torcendo que seja um sucesso.
Infelizmente mamãe ainda não está em condições de ver, precisamos de um laptop…
Tudo de melhor,
Lilian
PS: Amei a foto, está sensacional!!!!

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Rizolete Fernandes on 2 de agosto de 2008 at 17:22.

Olá, Franklin,

Vivas à chegada deste Santo Ofício!
O tema do mundo da web não poderia ser mais atual e ler o que sobre ele você escreveu foi um prazer à parte.
Parabéns, sucesso, vida longa!

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Francisco Laércio on 2 de agosto de 2008 at 19:40.

Parabéns, quando soube hoje pela imprensa do seu blog vim correndo.
Valeu, você mereçe todo sucesso.
Eu e a turma do café do shopping cidade jardim está torcendo por mais esse novo empreendimento. Está tudo em harmonia, muito bom gosto.
Novamente parabéns, estavamos necessitados de algo com qualidade e isso voçê tem de sobra.
seu amigo.

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Lúcia Helena Pereira on 4 de agosto de 2008 at 9:28.

Olá, Franklin Jorge.

A internet é mesmo fantástica. Eu, nascida em 1945, nem acredito estar aproveitando uma era tão pródiga, claro, com todas as suas diversidades.
Parabéns pelo seu site. Natal ganha o prazer e o sabor da sua grande cultura, do seu talento inconteste para dizer as coisas.
Eu tenho aproveitado bem o meu blog. Faço postagens bem diversas e amo as cores, esse visual que resplende diante dos meus olhos, como a exemplo: o assunto sobre meu filho que mora em Sidney/Austrália (veja o visual do coqueiro, do mar, de toda essa magnânima beleza que a natureze oferece). Veja as fotos da festa da nossa linda Ceará-Mirim!
Parabéns ao RN pelo escritor Franklin Jorge Roque.
Ah! Aos poucos vou publicando AS DIVINAS CARTAS – cartas de Nilo para mim.
Bom, de tudo um pouco.

Abraços. Lúcia Helena

PS: Falei sobre você ao acreano Elson Martins, que passou 22 dias em Natal. Desejei que lhe conhecesse, nem sabia onde lhe procurar.
Veja o site dele:

http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br e clique em colaboradores (tem 2
Lúcia Helena).

Bjs. L.H.

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Lúcia Helena Pereira on 6 de agosto de 2008 at 11:43.

De: lucia pereira
Assunto: breve comentário
Para: franklinjorge@yahoo.com.br
Data: Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008, 0:17
Franklin Jorge:

Estava num sono bom. De repente acordei. Talvez para ficar na internet e encontrar o seu blog e ter o prazer de ler você (texto irrepreensivelmente limpo, correto, impecável) e de Laurence Bittencourt.

Ler o que você escreve, Franklin, é sempre salutar, você tem um estilo inconfundível de dizer as coisas. DEZ! Mil vezes DEZ com louvor para o escritor Franklin Jorge Roque.

Sabe, Franklin, eu tinha mesmo que despertar, só para ter o privilégio de ler esse bate-papo inteligente e sábio, entre você e Laurence Bittencourt.

Lembro de uma frase do Papa Bento XVI no Brasil:

“…Porque o mundo está precisando de inteligências simples e de amor”…

Melhor dizer: o mundo precisa de inteligências superiores, como a de Franklin Jorge Roque.

Lúcia Helena

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Lúcia Helena Pereira on 14 de agosto de 2008 at 7:34.

From: lucia pereira
To: Franklin Jorge
Sent: Wednesday, August 13, 2008 9:11 AM
Subject: E O VALE CONTINUARÁ A SUA HISTÓRIA. HISTÓRIA DE ONTEM E DE HOJE. AMÉM!

Oh! Franklin, você me dá rios de lágrimas neste amanhecer de 13 de agosto, com “A Cidade Mítica”, sob o “Céu de Ceará – Mirim”. Vou acompanhar seus passos que serão meus também.

De momento, só isso, estou com leve inflamação nos olhos. Talvez por ter chorado tanto, ontem, ao visitar nossa velha cidadezinha e seus engenhos encantados.

Obrigada por você ter as águas do Diamante em seus olhos. Os olheiros… vi – os em final de maio, quando os Antunes do Paraná estiveram por aqui. As águas do Diamante são verdes e o borbulhar é uma poesia!

Deus lhe ilumine, querido, sempre e mais.

Lúcia Helena

PS: Postei uma crônica sobre minha ida ao vale, ontem, meu blog.
Viu o que publiquei com você?

http://www.outraseoutras.blogspot.com

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RAIMUNDO NONATO on 22 de julho de 2010 at 16:05.

FRANKLIN, se você já trabalhou ou trabalha no Jornal Rio Branco, creio que já nos conhecemos, meio que indiretamente. Em 1985 você publicou um texto e um desenho meu. Caso confirme estas informações me mande um e-mail. Li os livros que vc me mandou, Fernando Pessoa e Cunha de Leiradela. Hoje sou professor, de Matemática, Escreva-me.

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Kaio Borges on 11 de novembro de 2011 at 22:13.

Nao tenho a pretensão que ainda se lembre de mim. Sou aquele boy tatuado que visitava o Museu Goeldi, em Belém, quando nos conhecemos, apresentados por Ona Gaya. Nao dá para lembrar… Foi há uns 20 anos! Agora já não sou mais um boy, mas lembro de você e do seu fervor literário e do crepúsculo na baía de Guajará e da brisa noturna na praça da República, depois da visita aquele maestro seu amigo…
Estou feliz por encontra-lo aqui. Fiz o que você sugeriu: nao o esqueci.

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